Obama e Hillary empatam com McCain em pesquisa

0
559

Sondagem mostra que democratas estão tecnicamente empatados com republicano na disputa final

Barack Obama e Hillary Clinton estariam estatisticamente empatados com o republicano John McCain na disputa presidencial americana, segundo aponta uma pesquisa da CNN. Se Obama vencesse a nomeação, ele conseguiria 47% dos votos enquanto McCain teria 46% – um empate técnico já que a sondagem tem margem de erro de 3 pontos percentuais. No caso de Hillary garantir a candidatura, ela alcançaria 49% dos votos contra 47% de McCain – outro empate técnico.

Enquanto Hillary e Obama disputam empatados a Presidência contra o republicano, o diretor do centro de pesquisas da CNN, Keating Holland, notou que os dois democratas estão conseguindo apoio de diferentes grupos de eleitores. “Hillary tem um desempenho um pouco melhor entre idosos, mulheres e democratas contra McCain; Obama tem mais votos entre os jovens e os que se dizem independentes”.
A sondagem mostra ainda que os três candidatos alcançaram altos resultados no quesito economia, que mede a capacidade de cada um em lidar com o tema. Esta é uma boa notícia para McCain, que pode herdar do Partido Republicano a impopularidade dos problemas econômicos do atual governo Bush.

“O fato de McCain sustentar sua economia na comparação com os dois democratas ajuda a explicar porque uma disputa geral aparece tão empatada num momento em que a maioria da população americana acredita que o país está em recessão”, disse Holland.
McCain também ganha destaque na luta contra o terrorismo. Cerca de três quartos dos consultados pensam que o republicano faria um bom trabalho, enquanto Hillary e Obama alcançaram marcas mais baixas na pesquisa – embora a maioria dos que votaram nos democratas acreditam que eles fariam um bom trabalho.

Obama e Hillary superaram McCain no quesito saúde pública. Mais de dois terços afirma que o Partido Democrata lidaria melhor com a questão. Um em cada cinco eleitores disseram ainda que a saúde é a sua maior preocupação, enquanto cerca de 10% citou o terrorismo.