Obama pressionado a usar autoridade para frear deportações

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Dois legisladores se somam ao clamor para que o presidente use sua autoridade executiva e evite a separação de famílias imigrantes


Raúl Grijalva quer deter as deportações de indocumentados

Dois legisladores democratas pediram ao presidente Barack Obama que utilize sua autoridade executiva para frear as deportações de certos imigrantes indocumentados.

Os legisladores da Câmara de Deputados, Raúl Grijalva, do Arizona, e Yvette Clarke, de Nova York, divulgaram esta semana uma carta enviada a Obama, na qual pediram a suspensão das contínuas deportações de indocumentados, que já se aproximam dos dois milhões desde 2009.

Na carta destacaram a “enorme urgência” de dar alívio humanitário, mediante ações administrativas para as famílias imigrantes afetadas pelas deportações.
“Que o Executivo tem a au
toridade de dar alívio substancial aos indocumentados não se discute… se atuarmos conforme nossos princípios, o primeiro passo para uma reforma deve ser dar o alívio humanitário”, destacaram na carta.

Ambos legisladores consideraram como primeiro passo que Obama deve frear as deportações tanto de indocumentados em processo de expulsão no Arizona após a efetivação da lei estadual SB1070 como a de residentes legais marcados como “deportáveis” por terem cometido delitos.

Outro passo de “sentido comum”, acrescentaram, é suspender a prática na qual a petição do Bureau de Imigração e Alfândega (ICE), as autoridades de presídios municipais ou estaduais notificam os agentes federais sobre os presos indocumentados para trasladá-los para sua custódia.

A reforma imigratória é uma das prioridades legislativas, assim como em 2013, Obama incluiu nesta terça-feira (28) em seu discurso sobre o “Estado da União” uma referência ao tema perante uma sessão conjunta do Congresso.

A carta dá seguimento a outra de 5 de dezembro passado que foi assinada por 29 legisladores. Desde então, outros seis legisladores se somaram ao pedido de cessar as deportações, além de outras autoridades, inclusive de Los Angeles e San Francisco, apresentaram moções de apoio.

Grijalva reiterou em um comunicado a urgência de uma “política realista” sobre imigração, porque o problema “simplesmente não vai resolver-se sozinho”.