Oitenta anos em oito

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Aliados elogiam governo Lula, em balanço sobre sua gestão, lembrando o lema de JK

Ao assumir o cargo em 1956, o ex-presidente Juscelino Kubitschek fez uma promessa ao povo de que modernizaria o Brasil, fazendo em 5 anos, tempo do mandato naquela época, as obras que outro governo levaria 50 anos para fazer. Mais de meio século depois, o lema de JK foi lembrado no Palácio do Planalto esta semana, quando o atual líder da Nação, Luiz Inácio Lula da Silva, apresentou o balanço da sua gestão.

Batizado de “Brasil 2003 a 2010”, o documento descreve que sua marca registrada foi a luta contra a corrupção, “de forma sistemática e republicana”. Para os aliados, Lula transformou oito anos em 80, numa analogia ao slogan de Juscelino. “O povo brasileiro hoje canta o Hino Nacional com mais orgulho porque nossa Pátria é mãe gentil”, ressaltou o governador da Bahia, Jaques Wagner.

O balanço foi elaborado pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República e assinados por todos os ministros. Divido em seis capítulos, o calhamaço, na área econômica, por exemplo reconhece a diferença da carga tributária brasileira com a dos demais países, “elevada em termos mundiais”, mas registra a redução de juros no governo Lula. “Representa substancial redução em relação ao verificado no início de 2003, que foi de 16% ao ano”, diz o texto. A taxa de juros básica atual está em 10,75%.

Outro ponto positivo do documento trata da criação de empregos e o valor do salário mínimo ” que era de 200 reais em 2003 e está em 510 reais. “O novo modelo de desenvolvimento impulsionado pelo governo federal criou uma média de 1,9 milhão de postos de trabalho por ano neste período”, registra o texto. No capítulo do combate à pobreza, o balanço destaca que antes do governo Lula, 55 milhões de brasileiros estavam na faixa da pobreza e que esse número foi reduzido drasticamente com a criação de programas assistenciais.

Com relação ao combate à corrupção, o governo se vangloria de ter analisado 8.188 denúncias recebidas nos oito anos de gestão, mas não faz menção às outras 5.788 denúncias que chegaram aos mais diversos órgãos públicos referentes à atuação de políticos e funcionários públicos.