Olimpíadas impulsionam economia do Rio de Janeiro

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Indústria cresceu 5,5%, enquanto média nacional foi negativa

Ser escolhida a sede das Olimpíadas de 2016 e figurar como uma das capitais brasileiras que receberão jogos da Copa de 2014 fizeram bem ao Rio de Janeiro. A produção industrial do Estado cresceu 5,5% no final do ano passado, um número expressivo, em especial se for levado em conta que a média nacional no período apontou um recuo de 0,1%. O resultado é mais um sinal da retomada da economia fluminense, que nos últimos anos sempre esteve abaixo da média do resto do país.

As boas notícias para a população do Rio de Janeiro não param por aí: a polícia revelou que houve também uma redução da violência urbana. Na verdade, a pacificação é, para alguns, o motivo de toda a melhora nos negócios. Segundo o presidente do Instituto de Estudos de Trabalho e Sociedade, o economista André Urani, a queda no número de homicídios abriu novas perspectivas não apenas para a organização de eventos internacionais. “Tudo melhora, desde a percepção dos empresários até o mercado imobiliário. Estamos torcendo para que este longo período de estagnação econômica e de imobilidade social no Rio de Janeiro tenha chegado ao fim de forma definitiva”, disse Urani.

Um dos sinais desta melhora é o aumento da arrecadação de impostos. O recolhimento de ICMS cresceu 18,8% no ano passado, alcançando mais de 22 bilhões de reais, no quarto maior avanço entre os estados do país e num desempenho superior ao de São Paulo, onde a arrecadação de ICMS cresceu 14,4%. O avanço do emprego com carteira assinada no Estado do Rio também ganhou força, já que em novembro foram criadas 31.965 vagas, no melhor resultado desde 1995. De fato, na comparação entre o dinamismo econômico (medido por emprego e renda) das 150 maiores metrópoles do mundo no período anterior à crise (1993-2007) e o posterior (2008-2010), o Rio foi a região com o maior avanço.