Onda de protestos no mundo árabe chega ao Irã

0
670

Governo de Ahmadinejad reprime com veemência as manifestações por mudanças

Primeiro foi a revolta que derrubou o presidente da Tunísia e culminou com os protestos, por 18 dias seguidos, dos egípcios contra o regime de Hosni Mubarak. Mas parece que a onde de manifestações no mundo árabe se alastrou pela região, chegando à Argélia, Iêmen, Barein e, recentemente, ao Irã, onde a massa disse palavras de ordem contra a falta de liberdade e contra o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad. O movimento ganhou o apoio imediato dos Estados Unidos.

Pelo menos duas pessoas já morreram e outras 1.500 foram detidas sob o pretexto de tumultuar o ambiente em Teerã. As forças de segurança forem enérgicas contra os manifestantes e parlamentares iranianos pediram pena de morte para os líderes da oposição, que segundo eles são os fomentadores do levante. Nossos inimigos vão falhar na busca pelos seus objetivos de desestruturar nosso país, afirmou Ahmadinejad, num claro recado à Obama, que aplaudiu a luta da população por um governo mais representativo.

Já em Argel, capital argelina, uma passeata convocada pelas forças de oposição ao governo de Abdel-Aziz Buteflika resultou em choque com a polícia e várias pessoas foram presas, incluindo um deputado da oposição. No Iêmen, onde Ali Abdullah Saleh também comanda o país com mão de ferro há mais de 30 anos, as tropas do exército usaram a violência para reprimir os protestos na capital, Sanaa.