Pais tentam descobrir mistério de filha encontrada morta em New York

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Em 1 de abril de 2012, Jhessica F. A. da Silva, de 20 anos, foi encontrada sem vida pendurada por um cinto no interior do armário do quarto onde dormia

DA REDAÇÃO COM BRAZILIAN VOICE

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Jhessica (à esquerda) deixou de contatar os pais, Cristina e João Vieira da Silva (à direita) 2 dias antes de seu corpo ser encontrado, fato que chamou a atenção de seus familiares, pois ela se comunicava com eles diariamente

Apesar de já se passarem mais de 2 anos, o casal João Vieira da Silva e Cristina Freitas Almeida da Silva, pais da estudante Jhessica Freitas Almeida da Silva, de 20 anos, natural do Rio de Janeiro, ainda não se conforma com a sua misteriosa e prematura morte. No dia 1 de abril de 2012, a jovem foi encontrada sem vida pendurada por um cinto no interior do armário do quarto onde dormia, na residência de seus patrões no município de Great River, no Condado de Long Island (NY). Os pais de Jhessica rejeitam a versão de suicídio divulgada na ocasião pelas autoridades norte-americanas.

Na época, João, que é sub-oficial da Marinha, e sua esposa procuraram as autoridades brasileiras e norte-americanas. Segundo ele, o caso foi considerado suicídio pela polícia local e arquivado pela Justiça. A família da jovem reside em Vila Valqueire, bairro de classe média/alta localizado nas imediações da Base Aérea de Campos dos Afonsos, na Zona Oeste do Rio. A região é caracterizada pela considerável presença de oficiais militares que moram na região.

Os pais da jovem duvidam que ela tenha tirado a própria vida, pois aparentava estar feliz, principalmente, porque realizava o sonho de viver nos Estados Unidos. Ainda em abril, João viajou a New York para liberar o corpo da filha para sepultamento no Brasil. Conforme o portal online NotíciasR7, os pais de Jhessica enviaram à polícia um pedido formal para que representantes do Consulado Geral do Brasil em New York recebessem cópia dos autos de investigação e do laudo da autópsia, quando estivesse concluído.

Ainda segundo o portal, Cristiana detalhou que a filha cursava Pedagogia e Francês em New York e trabalhava como babá na residência de um casal norte-americano, onde cuidava de uma menina de 4 anos, portadora de necessidades especiais. Os patrões de Jhessica têm outras 2 filhas, de 7 e 11 anos de idade, respectivamente.

Na ocasião, João e Cristiana só conseguiram recuperar de Great River uma das oito malas da filha. O computador pessoal e o celular de Jhessica ficaram com o ex-patrão e o resto teria sido doado por ele, sem o consentimento da família, publicou o NotíciasR7. A jovem não deixou bilhete de despedida e não havia remédios controlados no quarto dela, segundo as autoridades locais.

A brasileira deixou de contatar os pais 2 dias antes de seu corpo ser encontrado, fato que chamou a atenção de seus familiares, pois ela se comunicava com eles diariamente, principalmente através da internet, publicou o NotíciasR7.

“Mãe, paguei a faculdade. Não precisa mandar o dinheiro do livro porque eu já comprei”, disse Jhessica à mãe, via telefone, em 29 de março de 2012. Essa foi a última vez que Cristiana ouviu a voz da filha única, publicou na ocasião o portal online Rede Brasil de Notícias (RBN).

Na ocasião, a família da jovem contestou a versão para a morte, por auto-enforcamento (asfixia), e criticou a investigação norte-americana, o Ministério das Relações Exteriores e a Secretaria Nacional de Direitos Humanos por não cobrarem mais empenho das autoridades nos Estados Unidos, segundo a RBN.