Parlamentares querem recesso durante a Copa

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Líder do PT na Câmara admite que deputados não vão votar em dias de jogo do Brasil

Mesmo com dezenas de temas na pauta do Congresso Nacional à espera de votação, os parlamentares brasileiros ainda têm a coragem de sugerir um ‘recesso branco’ durante a Copa do Mundo. Segundo o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), os deputados não vão votar assuntos importantes entre 10 de junho e 11 de julho, período de realização do maior torneio de futebol do planeta. Os brasileiros vão torcer para o Brasil e o parlamentar é também brasileiro, afirmou o político, admitindo que seu pensamento pode não pegar bem junto ao eleitorado.

O objetivo do governo é, também, adiar o debate e aprovação dos chamados pacotes de bondade, ou seja, projetos com forte apelo eleitoral, mas que podem resultar em impactos nas contas públicas. Um deles é, por exemplo, a reestruturação do plano de cargos do Judiciário, que prevê um reajuste salarial de 56% – o custo estimado do projeto passa dos seis bilhões de reais para os cofres públicos.
A ideia, a princípio, foi descartada pelo presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP). Não há possibilidade de um recesso branco a partir de 10 de junho, decretou o possível candidato a vice-presidente na chapa de Dilma Roussef. Compreendo as razões do líder Vaccarezza, ele atentou para uma realidade muito patriótica, mas é absolutamente inviável. Vamos trabalhar regularmente até o recesso formal, que é em metade de junho, completou Temer. O assunto, porém, será discutido novamente entre as lideranças dos partidos e pode emplacar.

Especialmente depois do apoio dado pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que concordou com a proposta, desde que seja costurado um amplo acordo entre os partidos para a votação antecipada de matérias importantes. Se quisermos um recesso na Copa do Mundo há matérias que não dá para deixar de votar, inclusive a Lei de Diretrizes Orçamentárias, disse