Partidos discutem futuro de Renan Calheiros

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Um dia antes da votação que vai definir o futuro político do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), partidos se reúnem para discutir a questão. Renan é acusado de usar recursos da empreiteira Mendes Júnior para pagar pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha fora do casamento.

O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), reúne, nesta terça-feira, a bancada do partido no Senado para recomendar que os senadores votem a favor da cassação do mandato de Renan. O PT também deve discutir com seus senadores como o partido irá votar nesta quarta-feira. Apesar das orientações dos partidos, a expectativa, no entanto, é que haja traições na votação, já que ela é secreta.

O plenário do Senado analisa nesta quarta-feira o parecer que recomenda a cassação do presidente da Casa. Na semana passada, o Conselho de Ética do Senado aprovou o relatório dos senadores Marisa Serrano (PSDB-MS) e Renato Casagrande (PSB-ES) que pede a cassação do mandato de Renan por quebra de decoro parlamentar.

No relatório, Serrano e Casagrande apontaram oito razões para o peemedebista perder o mandato. Entre elas, o fato do senador ter usado lobista da empreiteira para intermediar o pagamento de pensão alimentícia à jornalista e, também, não conseguir comprovar que tinha recursos suficientes para pagar o benefício.

O Senado deve decidir não apenas em votação secreta, mas também em sessão reservada o destino político de Renan. Ontem, no entanto, o senador Delcídio Amaral (PT-MS) protocolou na Mesa Diretora do Senado projeto de resolução que pede abertura das sessões do plenário da Casa nas votações de perda de mandato. O petista também apresentou requerimento de urgência para que o texto seja colocado em votação no plenário do Senado ainda hoje.

Delcídio quer aprovar o projeto em tempo recorde para permitir que a sessão que vai votar a cassação de Renan seja aberta. O projeto prevê apenas que a sessão seja aberta, uma vez que a Constituição Federal determina que a votação seja sigilosa em casos de perda de mandato.

A sessão que definirá o futuro do presidente do Senado deve ser presidida pelo primeiro vice-presidente da Casa, Tião Viana (PT-AC), uma vez que Renan é alvo do projeto que determina a perda do seu mandato.