Pastora brasileira tem 60 dias para sair dos EUA

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Ana Paula Almeida infringiu lei de imigração, mas também é acusada de abuso sexual

Em audiência realizada em Boston, o juiz de Imigração Leonard Shapiro determinou que a pastora Ana Paula Almeida, de 31 anos, fundadora da igreja Plenitude of God Ministries, de Milford, deixe voluntariamente os Estados Unidos até o dia 22 de junho ou poderá ser deportada. Segundo a Corte, a brasileira infringiu artigos do Estatuto de Imigração e Naturalização, mas ela ainda enfrenta na justiça local um processo de abuso sexual contra uma adolescente de sua congregação.

O chefe da polícia da cidade, Thomas O’Loughlin, que ordenou a prisão de Ana Paula em fevereiro deste ano, disse que a decisão judicial pode dar margem a diferentes interpretações: “Uns vão achar que ela está fugindo do caso”, acredita. Na opinião dele, o melhor seria que a a promotoria pedisse o adiamento da saída dela do país, devido à gravidade da acusação.

Amigos da pastora concordam e dizem que o ideal seria ela ter chance de provar a sua inocência na Corte de Milford, onde tem audiência marcada para o dia 14 de maio. Mas o prazo para a saída do país pode tornar difícil o trabalho da defesa. Já a advogada da brasileira preferiu não se manifestar e ainda aconselhou a pastora a não dar entrevistas.

Na última audiência, Ana Paula foi solta depois do pagamento de fiança e sob a condição de usar uma tornozeleira com GPS para ser monitorada. Mas poucos dias depois de sair da prisão, ela foi detida por agentes do ICE. A pastora abriu mão do direito de recorrer da decisão do juiz Shapiro. A saída dela dos EUA deve colocar um fim no caso criminal.