Pastora condenada a nove anos por fraude

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Esquema ilegal de concessão de vistos envolvia brasileiros

Uma pastora que congregava em Kennesaw, um subúrbio de Atlanta (estado da Geórgia), foi condenada a nove anos de prisão por integrar um esquema ilegal de obtenção de green cards e vistos variados para imigrantes, especialmente brasileiros – inclusive da Flórida.
Emma Gerald, de 56 anos, admitiu o crime e fez sua mea-culpa na saída da Corte: “Eu peço desculpas aos Estados Unidos, mas não imaginava que o ato era errado”, disse a religiosa.

Segundo a acusação, a pastora foi responsável por mais de mil aplicações fraudulentas, que garantiram vistos temporários, autorizações de trabalho e até green cards a imigrantes indocumentados, cobrando de cada um deles valores variados. A pena pedida foi de 14 anos, para que servisse de exemplo para outros que pensam em descumprir as leis do país.

A pastora tinha uma igreja na Geórgia, mas percorria os Estados Unidos oferecendo o esquema em várias comunidades religiosas nos Estados Unidos. Além dela, outras pessoas foram consideradas culpadas, entre elas Douglas Ross (filho de Emma) e os brasileiros Hudson Araujo, que ajudou a divulgar o esquema em Massachusetts, o pastor Ruy Brasil Silva, de Marietta (também na Geórgia), e Marcos Amador. A pena dos três primeiros, no entanto, ainda não foi anunciada, mas Marcos Amador já foi deportado.

Um porta-voz do Serviço de Imigração e Cidadania Americana (USCIS, na sigla em inglês) afirmou que 89% das cerca de 79 mil aplicações enviadas à agência são negadas e que as fraudes acontecem em todo o país.