Polícia brasileira mata demais, diz relatório

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Documento da ONU sobre Execuções Sumárias mostra que país não cumpriu recomendações

O Brasil foi reprovado no Relatório sobre Execuções Sumárias da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo o documento, o país apresenta taxas alarmantes de violência policial e não está conseguindo conter a atuação de grupos de extermínio. Para piorar, o levantamento mostrou que o Brasil não avançou nesta questão, até porque falhou em cumpriu as 33 recomendações feitas pela entidade em 2007.

Naquele ano, o representante da ONU para esta matéria, Philip Alston, visitou o Brasil e elaborou uma lista de medidas que deveriam ser adotadas para reduzir a violência policial. Infelizmente, quase nenhuma medida foi tomada para resolver o grave problema dos assassinatos de policiais em serviço, ou para reduzir os elevados índices de assassinatos justificados como autos de resistência.

A maioria das mortes nunca é investigada de forma significativa. Pouca coisa foi feita para reduzir a prisão e a violência, diz o texto do relatório, de 22 páginas. Para os representantes da ONU, as execuções extrajudiciais continuam em grande escala no Brasil, onde também ocorrem muitas mortes dentro de unidades prisionais

Mas o documento cita também alguns avanços pontuais como a investigação sobre as milícias, no Rio de Janeiro, ou a ação de polícia pacificadora, implementada em favelas da zona sul carioca. No Nordeste, os maiores avanços estão nas ações de combate ao Esquadrão da Morte, em Pernambuco.