Polícia fecha sedes da Gaviões e da Mancha e prende torcedores

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Torcidas organizadas do Corinthians e do Palmeiras estão sendo investigadas pela briga antes do clássico

No domingo passado, houve clássico entre Corinthias e Palmeiras. Entretanto, em vez de a imprensa debater os principais lances do jogo, o que se viu foi um caso policial. Torcedores da Gaviões da Fiel e Mancha Verde se encontraram na zona norte de São Paulo para brigarem entre si, seis horas antes do início da partida – realizada na zona oeste da cidade.

Diante disto, a Polícia Civil fechou na manhã da terça-feira (27), as sedes das torcidas organizadas Gaviões da Fiel, do Corinthians, e da Mancha Alviverde, do Palmeiras, cumprindo seis mandados de prisão e vários de busca e apreensão.

A ação, promovida pelo DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa) e pelo Decradi (Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Raciais e Delitos de Intolerância) resultou também na detenção de torcedores.

Na última segunda-feira (26), a FPF (Federação Paulista de Futebol) divulgou que as duas torcidas estavam proibidas de frequentar os estádios após a briga em São Paulo. A decisão revoltou a Mancha Alviverde, que alegou ter sido emboscada pelos corintianos.
O confronto, que envolveu cerca de mil torcedores, vitimou dois palmeirenses. Andréa Lezo Alves e Guilherme Vinícius Jovanelli Moreira, o Zulu. Outros cinco envolvidos foram encaminhados a prontos-socorros da região.

A briga pode ter sido motivada por vingança. Em agosto de 2011, após o encontro entre as duas equipes pelo primeiro turno do Campeonato Brasileiro, o torcedor corintiano Douglas Karin Silva, de 27 anos, foi encontrado morto no rio Tietê, em São Paulo.

De acordo com a família da vítima, ele teria se envolvido em um confronto entre torcidas organizadas, após sair de casa dizendo que ia para a quadra da Gaviões da Fiel.