Pompano Beach recebe GoodYear Blimp em dose dupla

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Joselina Reis

 Spirit of Goodye

Acompanhando a chegada dos ‘snow birds’ na Flórida (pessoas que fogem do frio da região norte e passam o inverno na ensolarada terra da laranja) a Goodyear trouxe seu mais antigo blimp para aguardar sua aposentadoria em áreas mais quentes. O Spirit of Goodyear com 14 anos de trabalho pelo céu de Ohio vai virar sucata na próxima primavera.

Por questões de modernidade dos equipamentos de segurança e design da logomarca, o blimp de 60 pés de altura e 200 pés de largura, mesmo sem nenhum histórico de acidentes ou problemas vai dar lugar a um dirigível novo que está sendo construído no hangar em Ohio. Assim que estiver pronto, ele vai oferecer mais conforto aos tripulantes (vai ser todo eletrônico) e abrigar mais passageiros, passando de seis para doze convidados.

Por enquanto, o Spirit of Goodyear vai transitar entre eventos na Flórida e Ohio, tendo como base de manutenção o hangar em Pompano Beach. Cada blimp precisa de uma equipe de manutenção com 21 pessoas, incluindo quatro pilotos. “Vou sentir falta dele. Principalmente dessa maneira artesanal de pilotar”, lembra Mike Dougherty, piloto do Spirit of Goodyear por sete anos.

A Goodyear usa as aeronaves como forma de autopromoção desde 1919 e apesar dos avanços desde então na tecnologia de navegação das máquinas, os pilotos ainda usam leme manual.

O sistema de escolha de quem tem a chance única de dar uma voltinha no dirigível vai continuar a mesma. A divisão de caridade da Goodyear doa os convites para instituições beneficentes que vende ou leiloa. A entrada mais cara história do blimp foi de $23 mil por um passeio de uma hora.

Os blimps também são usados para propaganda. Cerca de 40% das horas de voo do blimp são usadas durante jogos esportivos. Uma lateral do balão azul é usado como tela. O blimp pode voar de 500 até 10 mil pés.