Possível intervenção americana na Síria deve ser decidida na próxima semana

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Presidente Barack Obama já tem o apoio do Comitê de Relações Exteriores do Senado para ação militar

DA REDAÇÃO – Barack Obama já conseguiu aprovação do Comitê de Relações Exteriores do Senado americano e agora espera o retorno das atividades do Senado e do congresso, marcado para o dia 9 de setembro, para que seja decidida a intervenção militar na Síria. Assim que Barack Obama afirmou publicamente que algo deveria ser feito em prol do povo sírio e contra o governo do ditador Bashar al-Assad, o conflito na Síria tomou conta ainda mais do noticiário.

O país vive em guerra civil desde 2011 quando o povo decidiu se rebelar contra o governo de Assad. Como em outros países da região, a reação do governo sírio foi reprimir com violência os protestos por democracia. Desde o início, a postura do regime do presidente vitalício foi desqualificar os opositores como meros terroristas e culpá-los pelas mortes ocorridas nos confrontos.

O estopim para que Obama pedisse por uma intervenção no país foi o contra-ataque do governo sírio que usou armas químicas, segundo dados do governo britânico, matando 1400 pessoas (maioria mulheres e crianças) no dia 21 de agosto em Damasco, capital do país. O governo de Assad culpou os rebeldes pelo massacre e afirma que achou um depósito com produtos químicos usado pela oposição. No entanto, autoridades não acreditam que os rebeldes pudessem ter condições de manusear um ataque nessas proporções.

Um dos principais opositores aos Estados Unidos em relação a uma intervenção militar na Síria, o governo russo criticou a decisão do presidente americano Barack Obama. Para Vladmir Putin, presidente russo, o fórum adequado para esse tipo de decisão é o Conselho de Segurança das Nações Unidas, no qual a Rússia tem poder de veto e não caberia a nenhum país decidir sozinho se ataca ou não outro governo. “Nenhum congresso do mundo pode autorizar tal coisa, já que isso seria autorizar uma agressão, com exceção da própria defesa. Mas a Síria não atacou os Estados Unidos “, enfatizou Putin.

Estados Unidos e França lideram o movimento pró-intervenção na Síria. A ONU, principal organismo internacional que poderia fornecer provas do ataque, não provou que o armamento químico tenha sido usado pelas forças de Assad contra a população. Uma equipe do órgão mundial tentou chegar ao local das mortes, mas foi recebida a tiros e teve que retornar. O governo britânico afirmou que teve acesso a exames feitos nas roupas das vítimas e constatou o usou de sarin, no entanto os congressistas ingleses não aprovaram o apoio militar em caso de uma intervenção e preferem encontrar uma saída diplomática para ao assunto.

A intervenção incluiria bombardeios em áreas militarmente estratégicas na Síria. Mas só isso não resolveria o problema e não traria paz aos sírios. Mesmo que ajude a derrubar Assad, especialistas acreditam que a ação acabaria dando poder aos islâmicos fundamentalistas e pioraria a briga entre os rebeldes, o que levaria ao caos generalizado e, possivelmente, a uma segunda guerra civil e poderia ainda exacerbar o sentimento antiamericano no mundo árabe.