Prefeitos dos EUA criticam Congresso por inação

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Antonio Villaraigosa diz que os prefeitos são favoráveis a uma reforma imigratória

A reunião de prefeitos americanos qualificou como fraco o desempenho dos parlamentares durante 2011 não só na distribuição de fundos que geram empregos como também em abordar uma reforma imigratória integral, disse esta semana seu presidente.

O prefeito de Los Angeles, Antonio Villaraigosa, disse, ao abrir a 80ª reunião anual desta entidade, que os legisladores “merecem uma reprovação, mas eles ainda podem melhorar, aprovando leis como a do transporte terrestre, estendendo a exceção do imposto de renda a um ano e aprovando projetos que deem emprego às pessoas”.

A Associação de Funcionários de Transporte e Autoestradas Estaduais exortou várias vezes o Congreso a aprovar uma lei que conceda autoridade a longo prazo para programas de transporte e autoesradtas. A última lei de longo prazo expirou em 2009 e os programas têm sido manejados com extensões de curto prazo, a mais recente delas vencerá em março.

Os prefeitos apresentaram um relatório anual, segundo o qual as 363 áreas metropolitanas americanas geraram, em 2011, 90% do produto interno bruto nacional e 95% dos 1,6 milhão de empregos novos, mas suas projeções para 2012 mantêm a contribuição ao PIB e reduzem a 86% sua contribuição para a criação de empregos, estimados em 2%.

Com relação ao tema imigratório, Villaraigosa incentivou o Congresso a resolver a situação de 11 milhões de imigrantes que moram sem a devida documentação nos Estados Unidos, porque incluindo-os na economia americana “geraria bilhões de dólares”.

“Nós, os prefeitos, tanto democratas como republicanos, não somos tão partidários e nossos debates não são tão polarizados, somos mais práticos”, afirmou o prefeito angelino. “Esta conferência tem pedido a reforma imigratória durante anos porque o sistema está quebrado, todos concordam com isto, mas o Congresso tem fracassado em consertá-lo”.

As críticas dos prefeitos são produzidas quando várias pesquisas recentes mostram que o nível de aprovação que os americanos concedem ao Congresso caiu consideravelmente.

As possibilidades de o Congresso americano debater em pleno ano eleitoral uma reforma imigratória parecem remotas, especialmente quando a maioria republicana na Câmara de Deputados tem apresentado projetos de lei quase exclusivamente de caráter restrictivo para os imigrantes não autorizados.

“O Congresso abandonou o barco, a economia afunda, e eles estão sentados em um bote salvavidas, mas se recusam a lançar um salvavidas aos americanos”, criticou.