Presidente Bush insiste em reforma imigratória ampla

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Mandatário lançou apelo ao Congresso Nacional para aprovar logo a lei em favor dos imigrantes

Três semanas depois de anunciar que apóia uma reforma imigratória que inclua a cidadania para milhões de indocumentados e o envio de seis mil soldados da Guarda Nacional para a fronteira com o México, o presidente George W. Bush fez novo apelo ao Congresso para aprovar uma lei que facilite a legalização.

Visita de trabalho – Bush visitou nesta terça-feira(6) em Artersia, New México, um centro de instrução da Patrulha Fronteiriça e pronunciou um discurso no qual mencionou o tema da segurança nacional e a lei de imigração que está sendo debatida no Congresso.

O mandatário lançou um apelo aos negociadores republicanos e democratas que debatem a integração do Comitê de Conferência, instância que compatibilizará as versões da reforma imigratória aprovadas pela Câmara Baixa e pelo Senado, para que sejam aparadas as diferenças e aprovem um plano compreensivo. “Creio que a legislação deve ser integral”, enfatizou Bush.

Os planos em jogo – Em 16 de dezembro a Câmara de Deputados aprovou uma versão da reforma (HR 4437) que, entre outras recomendações, criminaliza a permanência indocumentada, acelera as deportações, aumenta a segurança na fronteira, elimina a loteria de vistos e autoriza um novo muro na fronteira com o México.

A versão do Senado foi aprovada em 26 de maio e inclui a residência permanente e a cidadania para milhões de indocumentados que vivem nos Estados Unidos.

O plano do Senado divide a população indocumentada em três grupos, e cada um deles é tratado de maneira diferente:

Grupo 1. É integrado por indocumentados que moram aqui há cinco anos ou mais nos Estados Unidos.Receberiam uma residência temporária de seis anos e logo depois a residência permanente. Onze anos mais tarde poderiam solicitar a cidadania. Seriam beneficiados 7.8 milhões.
Grupo 2. É integrado por indocumentados que moram aqui entre dois anos e menos de cinco no país. Deveriam registrar-se em um posto fronteiriço e qualificariam-se para uma permissão temporária de trabalho até atingir cinco anos de permanência. Passados cinco anos, devem cumprir os requisitos exigidos dos integrantes do Grupo 1. Seriam beneficiados 3.5 milhões.
Grupo 3. É integrado por indocumentados que moram aqui há menos de dois anos nos Estados Unidos (contados a partir de uma data determinada pelo Senado). Não se qualificariam para nenhum tipo de benefício e deveriam deixar o país. Seriam atingidos 1.4 milhão.

Como serão tratados – Bush dijsse ainda que uma das tarefas difíceis será decidir como a lei americana tratará os imigrantes ilegais que estão agora em nosso país”.

“Creio que os imigrantes ilegais que têm raízes em nosso país e que querem ficar devem pagar uma multa significativa por quebrar a lei, pagar seus impostos, aprender inglês e ter um trabalho durante alguns anos”, ressaltou.

Na semana passada, o mandatário já havia defendido a reforma ampla durante um discurso feito na Câmara de Comércio dos Estados Unidos. Na ocasião, disse que milhares de indocumentados honestos merecem uma oportunidade para legalizar sua permanência no país, mas precisam ir para o fim da fila e não prejudicar o direito daqueles que entraram legalmente nos Estados Unidos e nunca violaram a lei de imigração.

O Comitê de Conferência não tem data para ser constituído. Os líderes do Congresso tampouco determinaram uma data para entregar uma versão final que deverá ser aprovada pelos plenários das duas câmaras.