Produtividade nos EUA no 3o tri avança 0,2%

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A produtividade dos trabalhadores norte-americanos subiu 0,2 por cento no terceiro trimestre, ritmo pior que o esperado, enquanto o custo unitário de trabalho cresceu menos que o estimado inicialmente, mostraram dados divulgados nesta terça-feira.

A notícia anima o Federal Reserve em relação às pressões sobre salários.

Analistas ouvidos pela Reuters previam que a produtividade fora do setor agrícola subiria 0,4 por cento, na comparação com a estabilidade inicialmente divulgada pelo Departamento do Trabalho. No segundo trimestre, o avanço foi de 1,2 por cento.

Em relação ao mesmo trimestre de 2005, a produtividade cresceu apenas 1,4 por cento, a performance mais fraca desde o segundo trimestre de 1997, quando a expansão foi de 1,3 por cento.

O rendimento por hora aumentou 2,6 por cento, ante queda de 1,2 por cento nos três meses anteriores, ajudando a conter o crescimento do custo unitário de trabalho para 2,3 por cento, segundo o Departamento de Trabalho.

Isso ficou muito abaixo das previsões para um aumento de 3,3 por cento e do ganho de 3,8 por cento inicialmente informado.

O dado deve ser bem recebido pelo banco central dos EUA, já que os custos unitários de trabalho são tidos como indicador de inflação e de pressões sobre os lucros, o que interessa aos formuladores de política monetária.

As autoridades do Fed temem que os crescentes custos de trabalho possam obstruir uma queda da inflação dos níveis considerados altos demais, apesar da desaceleração do crescimento econômico.

O Fed, em agosto, interrompeu uma série de dois anos de reajustes na taxa de juros e desde então manteve a taxa básica em 5,25 por cento, mesmo com o alerta de que os riscos de inflação alta continuam.

Os formuladores de política se reúnem em 12 de dezembro para debater as taxas de juros e os investidores crêem que nenhuma alteração será sinalizada.