Proibição de casamento gay não obtém os votos necessários

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Os senadores que queriam instituir uma emenda constitucional para banir o casamento entre pessoas do mesmo sexo não conseguiram os votos para modificar a legislação.

O Senado rejeitou nesta quarta-feira(7) uma emenda constitucional para proibir casamentos entre pessoas do mesmo sexo, causando uma derrota ao presidente Bush e aos republicanos que esperavam usar a medida para energizar os votoss dos eleitores conservadores nas eleições de novembro deste ano.

Os conservadores sabiam que não alcançariam os dois terços dos votos necessários para aprovar uma emenda constitucional, mas haviam previsto uma maioria dos votos. Em vez disto, ficaram um voto abaixo, 49 e favor 48 contra. Receberam um voto a mais do que haviam tido na última vez em que o Senado votou a matéria, em 2004. Entretanto, naquele ano, os republicanos ganharam quatro assuntos no Senado.

“Esperávamos obter mais de 50 por cento, mas isto nhão ocorreu hoje”, disse o senador David Vitter, republicano da Louisianna., um dos apoiadores da emenda. “O Congresso terá de entender a sabedoria do povo americano ou o povo americano mudará o Congresso para melhor.”

“Não pararemos até que o casamento entre um homem e uma mulher esteja protegido”, disse o senador Sam Brownback, republicano do Kansas.

O porta-voz da Casa Branca, Tony Snow, disse que Bush vê o assunto como algo a longo prazo. “A derrota não significa que eele esteja desapontado ou tenha desistido”, disse Snow. “Ele sabe que é uma longa batalha.”

Também os senadores não consideram a derrota como último recurso para a emenda. “Não acredito que os proponentes recuarão ou chorarão por causa disto”, disse o senador Orrin Hatch, republicano do Utah. “Acho que eles continuarão pressionando.”

A Câmara de Deputados pretende retomar o assunto no próximo mês, disse o líder da maioria John Boehner, republicano de Ohio. “Este é um tema de importância significativa para muitos americanos”, comentou Boehner.

O Vaticano também botou lenha na fogueira na terça-feira (6), chamando o casamento gay como um dos fatores que ameaçam a família tradicional, como nunca ocorreu antes.

Os democratas disseram que o debate não passou de uma manobra política divisionista. “A liderança republicana está pedindo que gastemos tempo com preconceito dentro da Constituição”, denunciou o senador Edward Kennedy, de Massachusetts, estado que legalizou o camento gay em 2003. “Um voto que é contra as uniões civis, contra a parceria doméstica , contra todos os outros esforços para os estados tratar homossexuais e lésbicas de maneira justa, sob amparo da lei.”