Projeto contra candidatos ‘ficha suja’ deve sofrer alterações

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Ideia de proibir candidaturas pode ir por água abaixo, apesar do clamor da sociedade

Nem mesmo a força de mais de um milhão de assinaturas é capaz de criar no Congresso Nacional uma ferramenta contra a corrupção. Isso porque o projeto de lei de iniciativa popular que visa proibir a candidatura de políticos com “ficha suja”, que já chegou à Casa pelas mãos do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, corre o risco de sofrer modificações. A possibilidade foi levantada pelo presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), que defendeu alterações na proposta.

Com o ‘aval’ de 1,3 milhão de brasileiros, o projeto tinha por objetivo proibir candidatura a qualquer cargo eletivo de quem tenha condenação em primeira instância ou tiver contra si denúncias recebidas por órgão colegiado por diversos crimes, como tráfico de drogas, crimes eleitorais, trabalho escravo, exploração sexual de crianças e adolescentes, lavagem de dinheiro, entre outros. No entanto, Temer (foto) disse acreditar que seria melhor proibir a candidatura apenas de quem tiver sido condenado em decisão colegiado, o que, geralmente, acontece a partir da segunda instância.

“Desde logo eu digo que já existe uma dúvida. O projeto fala em primeira instância e traz critérios objetivos.