Projeto da reforma da Saúde revolta feministas

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Para ser aprovado na Câmara, texto incluiu emenda que proíbe reembolso em caso de aborto

A reforma do sistema de saúde promovida pelo presidente Obama foi aprovada por 220 votos a 215 na Câmara dos Representantes, com o voto de um representante e a oposição de 39 democratas. No entanto, para passar por esta primeira etapa, um dos pontos prometidos na campanha presidencial foi excluído do projeto de lei que vai ao Senado: a que trata do aborto. Por isso, as associações feministas acusam o governo de traição.

“Os parlamentares americanos empurraram as mulheres para debaixo do trem ao votar a emenda que proíbe o uso do fundo com recursos públicos do seguro-doença”, lamentou Liza Sabater, ex-professora da Universidade Rutgers. As ativistas defendem o direito ao aborto, mas uma emenda restringiu o acesso à interrupção da gravidez na rede pública de saúde e proíbe o Estado de financiar políticas de planos privados que cubram a realização de abortos.

A votação desta emenda também foi interpretada pelos defensores do direito ao aborto como uma traição de Barack Obama. “Tínhamos o candidato mais favorável à livre escolha em décadas, mas não temos um presidente a favor da livre escolha”, disse Terry O’Neill, presidente da grande associação feminista National Organization of Women (NOW). O senador independente Bernie Sanders declarou que “é duro imaginar que com um presidente democrata e um Congresso democrata daremos um grande passo para trás em uma luta iniciada pelas mulheres há décadas”.