Protesto de professores no Paraná tem confronto com policiais

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Mais de 200 pessoas ficaram feridas, em mais de duas horas em conflito, com uso de bombas e tiros de balas de borracha

Protesto durante greve de professores no PR tem confronto com a polícia

DA REDAÇÃO (com G1) – Um protesto de professores da rede de ensino estadual do Paraná `categoria que está em greve desde o sábado (25)` e que ocorria em frente à Assembleia Legislativa, em Curitiba, na quarta-feira (29), terminou em confronto durante a votação de um projeto, informa o G1. A greve é motivada pelo projeto do governo estadual de mudar a forma de custear a ParanaPrevidência, o regime da Previdência Social dos servidores do estado.

Segundo a Prefeitura de Curitiba, 213 pessoas ficaram feridas, em mais de duas horas em conflito, com uso de bombas e tiros de balas de borracha. Um cachorro da polícia mordeu um cinegrafista. A Secretaria de Segurança Pública afirma que 20 policiais também ficaram machucados. Sete pessoas foram presas, segundo balanço divulgado pela Polícia Civil.

O sindicato dos professores diz que havia 25 mil manifestantes no local. A polícia fala em 5 mil.

Esta é a segunda paralisação dos professores desde o início do ano letivo, que começou com atraso de 29 dias. Mais de 950 mil estudantes estão matriculados na rede estadual e estão sem aula desde segunda-feira (27).

Alterações previdenciárias
A administração estadual do governador Beto Richa (PSDB) enfrenta problemas de caixa, e a estimativa é que as mudanças na ParanaPrevidência vão representar uma economia de R$ 125 milhões por mês. Com a aprovação do projeto pelos deputados, 33.556 beneficiários com 73 anos ou mais serão transferidos do Fundo Financeiro para o Previdenciário.

O Fundo Financeiro é bancado pelo governo estadual. Já o Previdenciário é composto por contribuições dos servidores estaduais. Com essa mudança da origem do custeio, a administração economizaria mensalmente os referidos R$ 125 milhões.

O governo afirma que serão preservadas todas as garantias dos funcionários públicos e que os cálculos atuais realizados pelos técnicos garantem a solvência do sistema por 29 anos.

Mas os servidores alegam que a mudança comprometeria a saúde financeira da ParanaPrevidência, ou seja, faria que, com o tempo, a instituição tivesse mais a pagar do que a receber.