Pugilista brasileira pendura as luvas

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A campeã mundial Rosilete dos Santos, do Brasil, anunciou oficialmente estar deixando os rinques – mas assegura que quer tornar-se a porta-voz da expansão do boxe feminino amador nos Jogos Olímpicos.

Ela agradeceu a todas as pessoas que a ajudaram em sua carreira como pugilista nos momentos mais difíceis de sua vida: “Sei que fiz o melhor para o boxe e para o meu país, o Brasil. Sou uma campeã e daqui cem anos ou mais todos se lembrarão que Sanjaya (seu apelido) foi a primeira mulher a ganhar este título para o Brasil”.

Rosilete dos Santos disse que as mulheres precisam de mais representação no boxe. O pugilismo feminino foi incluído nos Jogos Olímpicos de 2012, mas limitou-se a apenas três categorias. Segundo ela, “o Comitê Olímpico Internacional (COI) prometeu rever as disputas para os próximo jogos no Rio de Janeiro, em 2016. Todavia, a diferença entre o boxe masculino e feminino deve continuar na próxima Olimpíada em 2016. O boxe masculino continuará sendo disputado em dez categorias, enquanto o feminino continuará com apenas três categorias”.

A pugilista brasileira teve um longa e bem-sucedida carreira no boxe, que começou em 25 de julho de 2003, quando ela estreou no Club Justo Jose de Urquiza, em Caseros, Buenos Aires, na Argentina.

Em seu cartel, Rosilete tem 29-5-0 (15 nocautes), tendo perdido apenas uma luta das 17 disputadas desde 10 de dezembro de 2008.

Ela ganhou vários cinturões em disputa de títulos mundiais (WIBA, GBU, WIBF), tornando-se a primeira lutadora brasileira a conquistar um título mundial de boxe.

Rosilete dos Santos é um modelo para as mulheres esportistas e prosseguirá em sua luta pela igualdade das pugilistas femininas nesta modalidade esportiva, sobretudo em competições olímpicas.