Rebelião no Maranhão expõe mazelas do sistema penitenciário

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No motim, que durou mais de um dia, houve pelo menos 18 mortes

A superpolação carcerária no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luis, no Maranhão, explica a tragédia que terminou com a morte de 18 pessoas esta semana. O local, cuja capacidade é de apenas dois mil presos, abriga mais de quatro mil detentos em celas pequenas, mal ventiladas e sujas. Os problemas são muitos e comuns a outras cadeias no País.

O incidente no Maranhão só terminou depois de 27 horas de muita tensão. A Tropa de Choque da Polícia Militar foi acionada para controlar a situação e encontrou nas celas várias armas, entre elas três revólveres, que ajudaram a manter como reféns cinco agentes penitenciários.

O motivo do motim foi a reivindicação de melhores condições no complexo: redução da superlotação, comida digna e fornecimento de água. A confusão durante o ocorrido serviu de pretexto para brigas entre facções rivais e para a morte de 18 presos.