Reforma sob pressão

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The New York Times exige mudança da política federal em relação imigrantes

Na semana passada em Washington, o porta-voz presidencial, Tony Fratto, referiu-se aos esforços fracassados no Congresso para levar adiante, em 2007, uma reforma imigratória abrangente que apoiava o presidente George W. Bush, algo no qual empregou “muita energia e dedicação”.

“É um dos esforços dos quais estamos mais orgulhosos neste governo”, disse Fratto. “E tomara tivéssemos podido ter êxito com o Congresso”, destacou.

O esforço citado por Fratto foi um projeto de lei redigido em segredo por uma comissão tripartite integrada por representantes democratas, republicanos e pela Casa Branca em março de 2007 e debatido no senado entre 21 de maio e 28 de junho.

No final, não houve respaldo bipartidiário e o projeto, que incluía um caminho à legalização para a maioria dos 12 milhões de indocumentados, não reuniu os 60 votos necessários no Senado para aprová-lo e levar a proposta para debate na Câmara de Deputados.
Apesar do fracasso, o porta-voz Fratto agregou desejar aos futuros representantes no Congresso que tomem mais medidas sobre a imigração. “É um assunto muito importante e algo que preocupa muito o presidente”.

O presidente eleito, Barack Obama, nomeou na semana passada o professor ‘Tino’ Cuéllar, da Universidad de Stanford, como líder da equipe de assessores do tema da imigração, uma decisão que os grupos pro direitos dos imigrantes crêem que ajudará a reativar o debate sobre o assunto para 2009.

Mas o The New York Times advertiu que o enfoque repressivo não servirá para limitar a imigração indocumentada e acrescentou que a escolha da governadora do Arizona, Janet Napolitano, como secretária do Departamento de Segurança Nacional (DHS) poderá ser uma boa medida para enfrentar este problema.

Napolitano “há muito tempo tem sido uma das vozes mais sensatas quando se trata deste tema”, disse o diário.