Rey Biannchi

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1998

Rey Biannchi iniciou sua carreira internacional em Deerfield Beach

Você certamente já ouviu falar de Rey Biannchi . Nos últimos 13 anos, ele esteve dezenas vezes em programas como o de Jô Soares, Faustão, Ratinho e Amaury Jr., fazendo o que mais gosta: humor, seja através das imitações, contando piadas ou mesmo nas canções irreverentes. Pois este carioca de 45 anos chegou agora aos Estados Unidos para iniciar uma carreira internacional que, a julgar pelo talento, será promissora.

Rey nasceu numa família de artistas: a mãe era cantora e o pai, engenheiro de som, que trabalhava na televisão e em shows de astros como Roberto Carlos e Elis Regina. O pedigree não para por aí, já que ele é sobrinho da atriz e cantora Lana Bittencourt e sobrinho-neto de um dos maiores cômicos que o Brasil já teve, Zé Trindade. Mesmo com toda essa bagagem, Rey custou a aceitar que a sua veia humorística poderia ser aproveitada além das letras e músicas irônicas que compôs ao longo dos anos (foram cerca de 700), muitas delas quando integrava a banda Cavalos de Tróia – entre elas ‘Diabo de proveta’, ‘Católico apostólico baiano’ e ‘Dá um drink pro drunk’.

Somente aos 30 anos ele decidiu apostar na sua vocação, ou seja, se tornar um humorista completo, daqueles que escreve, compõe e interpreta. E tudo começou meio que por acaso. “Mandei um fax para o programa do Jô Soares, que foi lido por ele ao vivo. Como a platéia achou engraçado, ele resolveu me chamar para ser entrevistado”, conta Rey. A vida deu uma guinada. Da noite para o dia, após a transmissão da entrevista em rede nacional, em que ele imitou cachorro, brincou com o apresentador e cantou algumas de suas canções, a secretária eletrônica de seu apartamento em Copacabana recebeu mais de 50 convites para shows em todo o Brasil. E não parou mais, tanto que Rey já teve parcerias com Tom Cavalcante, Chico Anysio, Bruno Mazzeo e Leandro Hassun.

E também não parou de aparecer em programas de televisão. Um deles, em 2006, foi visto pela produtora Fátima Giovanini, aqui da nossa região. “Não parei de rir um só minuto e ali pensei em trazê-lo para apresentações na Flórida”, lembra Fatinha, que imediatamente fez um contato com o artista. Com a agenda lotada, Rey precisou adiar a viagem para os EUA por alguns anos, mas isso acabou sendo fundamental por dois aspectos: em primeiro lugar porque lhe deu oportunidade de amadurecer o repertório e a própria performance, sem contar que permitiu a aprovação do seu visto de artista através da Giovanini Productions. Ou seja, Rey Biannchi veio para ficar.

O show no Café Mineiro, ‘Esculhambation – the distrambelation of Demoncracy’, tem um pouco de cada dom do humorista. “Ninguém será o mesmo depois de assistir ao meu espetáculo”, garante Rey, adiantando que nos 90 minutos que ficará no palco haverá um momento de interatividade com o público. De fato, engraçado e com uma personalidade carismática, ele é sucesso certo na comunidade brasileira, que carece de artistas do tipo. E quem acessar o site www.reybiannchi.com vai saber, inclusive, que o mais novo morador do sul da Flórida é também escritor (vai lançar um livro que fala sobre humor e espiritualidade) e faz palestras motivacionais sobre a importância da auto-estima e do bom humor nas empresas.