Romário vê eleição comprada para a CBF e diz ter ‘saudades’ de Teixeira

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Deputado federal acredita que chapa com Andrés Sanchez e ex-jogador Raí seria a ideal para assumir a entidade

Uma eleição para a presidência da CBF comprada. É o que o deputado federal Romário (PSB-RJ) acredita que acontecerá no próximo ano na entidade que, segundo ele, virou um cartel. Em entrevista concedida ao jornal Estado de S. Paulo, o parlamentar ainda destacou sentir “saudades” de Ricardo Teixeira, mas deixou claro: apenas o fato de o ex-mandatário da CBF ter valorizado o futebol da Seleção Brasileira merece destaque.

“A próxima eleição (para a presidência da CBF, em 2014) vai ser comprada também. Torço e acredito que apareça algum candidato avulso, contrário aos métodos atuais e que possa incomodar os atuais dirigentes”, destacou o deputado federal, antes de sugerir possíveis candidatos que possam iniciar um “processo de profissionalização e moralização do futebol”.

“Tem um que já esteve lá do outro lado, que tem seus defeitos, tem seus problemas, como todos nós, mas que já deu provas de que é um ótimo administrador e botou o Corinthians no topo. Se ele hoje, o Andrés Sanchez, se candidatasse à presidência da CBF, muito provavelmente teria meu apoio. Outro nome que também seria excelente é o Raí, um cara íntegro, inteligente, muito respeitado. O ideal seria uma chapa unindo eles dois”, destacou Romário.

Ao comparar as gestões de Ricardo Teixeira e José Maria Marin, Romário, surpreendeu ao revelar ter “saudades” de Ricardo Teixeira, um dos seus grandes desafetos, quando o assunto em questão é o futebol da Seleção Brasileira.

Eu até tenho saudades do Ricardo Teixeira. É impressionante a quantidade de coisas erradas na CBF a cada dia. O Teixeira, nos últimos dez anos, foi muito prejudicial à CBF, envolvido em muitos escândalos de corrupção. Mas, por outro lado, olhou muito para o futebol da Seleção. Hoje, nós somos o 18º no ranking da Fifa. É por isso que falo de saudades dele, mas só por isso.

Romário, que garante saber de um possível rompimento de Teixeira com Marin e Del Nero, ainda mostrou preocupação com a possível chegada do último, mandatário da Federação Paulista de Futebol, e um dos vice-presidentes da CBF, à presidência da entidade: “Del Nero é o pior dos três. É o cabeça do atual cartel que virou a CBF. É quem faz os negócios, as negociatas da entidade. É ele quem manipula os presidentes de federações, de clubes. Se chegar à presidência da CBF, vamos viver um inédito período de ditadura no nosso futebol”.