Romney e Gingrich cortejam o voto latino em Miami

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Candidatos republicanos disputam o apoio de lideranças latinas na Flórida

Depois do último debate antes das primárias na Flórida, Mitt Romney e Newt Gingrich, os dois principais candidatos republicanos que disputam uma indicação para as eleições presidenciais deste ano, partiram pra Miami na sexta-feira, para cortejar os caciques eleitorais latinos que detêm os votos dos hispânicos.

Os dois candidatos falaram para uma plateia lotada de líderes hispânicos, que no final demonstraram uma certa preferência por Romney. Seguro, o ex-governador de Massachusetts recebeu aplausos e assobios quando declarou “não ser antiimigrante.”
“Não somos antiimigração”, acrescentou, numa referência a um comercial polêmico da campanha de Gingrich, retirado do ar depois de críticas do senador Marco Rubio e de outras lideranças latinas da Flórida.

Uma pesquisa da Universidade de Quinnipiac divulgada na sexta-feira apontou Romney nove pontos percentuais à frente de Gingrich na preferência de voto entre os eleitores republicanos.

De sua parte, embora Gingrich tenha visitado na sexta-feira a influente Associação Latina de Construtores, o grupo resolveu apoiar o único outro candidato que também apareceu por lá, Rick Santorum. Santorum, ex-senador pela Pensilvânia, deu um tom mais pessoal ao seu discurso, com um apoio mais explícito aos eleitores cubano-americanos.

Gingrich tentou também o apoio da Hispanic Leaders Network, apelando para os portorriquenhos que vivem na Flórida Central, mas sem sucesso: o rival Romney recebeu o apoio formal do governador de Porto Rico, Luis Fortuño.

Diferente dos demais eleitores hispânicos do país, os da Flórida – em sua maioria portorriquenhos cidadãos americanos e cubano-americanos com privilégios imigratórios – preocupam-se menos com a questão imigratória. Mas ainda assim o tópico tem dominado o debate no estado.

Na sexta, Gingrich falou sobre o fracasso dos governos anteriores em aprovar uma reforma imigratória. “Não acredito que uma lei `imigratória` abrangente possa ser aprovada. Ela vai ter que enfrentar muitos adversários”, disse.

Gingrich e Romney divergem quanto ao que fazer com os cerca de 11 milhões de pessoas que estão nos EUA ilegalmente. Gingrich afirma que “os jovens e sem vínculos” têm de voltar aos seus países de origem e lá candidatar-se a um tipo de visto de trabalho a ser criado. O plano de Gingrich prevê algum tipo de legalização – mas não cidadania – para as famílias que estiverem há décadas no país.

Romney, por outro lado, pensa que deve ser garantido a todos os imigrantes indocumentados algum tipo de status legal, mas eles teriam que retornar ao seu país antes de requerer a cidadania. “Mas não vamos sair por aí caçando as pessoas pelos ônibus para depois deportá-las”, afrimou.