Saude: Dieta equilibrada: questão de escolha

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Médico acredita que, mesmo nos EUA, é possível comer bem, mantendo a forma e a saúde em dia

Não é novidade que, nos Estados Unidos, o país do ‘fast-food’, o problema da obesidade preocupa e atinge adultos e crianças. Seria injusto, porém, atribuir os quilos a mais apenas à alimentação desregrada: a falta de atividade física também tem participação no excesso de peso dos americanos. Mas um médico do sul da Flórida afirma que é possível, mesmo com todas as tentações e a falta de tempo para os exercícios neste país, manter a forma ” e o que é mais importante, manter-se saudável.

“É importante perder peso, mas jamais sem abrir mão da saúde. Costumo dizer que a pessoa precisa ser magra também por dentro e isso é uma questão de mudança de hábitos”, afirma o clínico geral Eugenio L. Menendez, autor do livro ‘The People’s Diet’. Na verdade, ele diz que é mais um guia prático, conciso, com dicas que tratam de obesidade, nutrição, dietas e qualidade de vida. O trabalho é fruto dos mais de seis anos de prática de Menendez, que inaugurou recentemente sua clínica em Pompano Beach, mas acrescenta também o que o médico acumulou em termos de conhecimento em cursos e leituras diversas.

A proposta de Menendez, é bom que se diga, não é um programa de curto prazo, à base de remédios e dietas rigorosas. Muito pelo contrário. “São recomendações que podem ser adotadas para sempre e que vão funcionar como reeducação alimentar, norteando até as decisões no dia a dia”, explica o médico. Nesse sentido, ele avisa que é fundamental que o paciente busque o equilíbrio em tudo na vida, dividindo o tempo entre trabalho, família, atividades físicas e diversão.

Por isso mesmo, quem vai ao consultório de Menendez para uma consulta já sabe que terá que passar por uma bateria de exames.
“Costumo discutir os resultados com os pacientes, mostrando inclusive artigos científicos que sustentam o que está sendo abordado”, conta. A partir disso é que o programa é preparado, customizado, de acordo com a realidade de cada um. E não adianta dizer que não tem tempo para exercícios, pois Menendez vai encontrar na sua rotina uma forma de acabar com o sedentarismo: “Ninguém está dizendo que você é obrigado a entrar numa academia e malhar três horas por dia. Uma simples caminhada na volta do almoço pode ser suficiente”.

Mas a alimentação é, de fato, o mais importante. Menendez acredita que mesmo num país acostumado a se alimentar mal e com profusão de lanchonetes, é possível comer bem. “Até nos restautrantes fast-food há boas opções de comida. O mesmo vale para restaurantes ou no supermercado. Tudo depende de fazer a escolha certa”, atesta o médico. Para os brasileiros, então, esta tarefa é mais fácil, pois para o especialista, a dieta é um fenômeno cultural. “Vocês estão acostumados a comer verduras e frutas e isso é uma herança que não pode ser perdida”, aconselha Menendez.