Saúde: No verão, todo o cuidado é pouco

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Conheça as doenças mais comuns da estação

O verão só começa oficialmente em junho, mas a época mais quente do ano exige cuidados com a saúde – por isso, nada como começar a se preocupar com isso desde já. O calor proporciona condições ideais para a ocorrência de algumas doenças, especialmente aquelas que levam à perda de líquidos, insolação, intoxicação alimentar e micoses. Nesta e nas duas próximas edições o jornal AcheiUSA vai tratar do assunto para que você não perca a oportunidade de aproveitar bem o verão.

Desidratação
A desidratação é a perda de líquidos e sais minerais do corpo. Normalmente, desgastamos em média 2,5 litros de água por dia e esta perda é agravada com o aumento da transpiração e maior incidência de alterações – como vômitos e diarréias – provocadas pela ingestão de alimentos contaminados ou mal conservados. Quando uma pessoa está desidratada, ela apresenta sede, fica muito tempo sem urinar, com a boca e mucosas secas, olhos ressecados e fundos e mais irritada.

Apesar de grave, a desidratação pode ser evitada. Algumas dicas importantes para prevenir a desidratação são: se possível, fique em local arejado e com sombra, use roupas leves, e beba sempre muita água. Nas crianças, o soro caseiro pode ser utilizado sempre que se suspeitar de uma desidratação. Ele deve ser feito misturando uma colher de chá de açúcar e uma colher de café de sal em um litro de água, sendo oferecido a cada 20 minutos.

Insolação
A insolação é provocada pela exposição excessiva ao sol. Ela pode provocar intensa falta de ar, dor de cabeça, náuseas e tontura, temperatura do corpo elevada, pele quente, avermelhada e seca, extremidades arroxeadas e até mesmo a inconsciência. Mesmo sem estar diretamente exposto ao sol, é possível ter insolação. A areia reflete o sol e, desse jeito, aumenta a temperatura da pessoa pelo calor, não pela exposição direta ao sol.

Na insolação ocorre também desidratação e o individuo apresenta queimaduras que no início se manifestam por pele vermelha e ardida e quando em estágios mais avançados e graves, leva a formação de bolhas na pele. Ao primeiro sinal de insolação, é aconselhado que a pessoa procure a sombra além de se hidratar de forma adequada. Em casos graves de queimadura e de aumento da temperatura corporal, é necessário procurar o atendimento médico. Nesse sentido, é bom evitar o horário do chamado ‘pior sol’, ou seja, entre 10am e 4pm, não deixando de lado o protetor solar.

Micoses

Como o verão é a estação mais quente do ano, transpiramos muito e temos mais contato com a água. Isso faz com que a nossa pele fique úmida por mais tempo. A umidade da pele favorece o aparecimento das micoses, que são doenças causadas por fungos e que podem ser adquiridos na praia ou nas piscinas. Em contato com a pele úmida, os fungos se desenvolvem rapidamente.

Todo o corpo pode ser afetado pelas micoses. No verão, é mais comum o acometimento das virilhas, pés e unhas. A doença inicia-se sempre por uma pequena lesão vermelha e provoca escamação contínua da pele e coceira. O stress e o sol podem facilitar a sua manifestação.
No pé, a micose mais freqüente é a frieira. Ela ocorre entre os dedos. Esse tipo de micose quando não tratada pode facilitar a entrada de germes na perna provocando erisipelas, além disso com o passar do tempo provoca mau cheiro.

Nas unhas a doença mais freqüente é a onicomicose, provocada por fungos e também por outro tipo de microrganismo comum na natureza: as leveduras. Inicia-se na ponta da unha, deixando-a amarelada. Dói bastante e incomoda. Aos poucos, a unha fica espessada e com aparência feia. Ao sinal de micose, deve-se procurar o dermatologista. A automedicação não é aconselhada já que as micoses podem ser confundidas com outras doenças.

Intoxicação alimentar

Nas férias de verão é comum que as pessoas se alimentem fora de casa – em locais que muitas vezes não possuem higiene adequada no preparo e conservação dos alimentos. As refeições em self-service que são comuns nestes períodos, os salgadinhos na praia, os peixes e outros petiscos que na maioria das vezes ficam expostos por longos períodos à temperatura ambiente são os principais causadores da intoxicação alimentar.
Intoxicação alimentar é o nome que se dá aos sintomas desagradáveis que uma pessoa experimenta depois de ingerir alimentos contaminados por microorganismos nocivos. Os microorganismos afetam diversos tipos de alimentos, não sendo obrigatório que ele esteja estragado para que ocorra a contaminação. Em geral, os sintomas da intoxicação alimentar duram poucos dias. Nos casos menos graves, um dia de repouso e a ingestão de uma grande quantidade de água ou de sucos, são suficientes para compensar a perda de líquidos provocada pela diarréia ou pelos vômitos. Nos casos mais graves, é necessário procurar um médico para o tratamento especifico contra o agente causador da intoxicação. A intoxicação alimentar nos casos mais graves pode ser fatal.