Sem votação, lei de imigração chega a impasse nos EUA

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Sem votação no Senado, a nova proposta de lei de imigração apoiada pelo presidente americano, George W. Bush, entrou em ponto morto nesta quinta-feira.

A Câmara alta dos Estados Unidos começou no dia 17 de maio a analisar a proposta, feita por uma comissão mista de senadores dos partidos Republicano e Democrata.

Mas sucessivas emendas parecem ter minado o frágil apoio bipartidário ao projeto inicial.

Se aprovada, a lei estabeleceria que os trabalhadores imigrantes não documentados deveriam regressar a seus países de origem e requisitar o retorno através de um visto que custaria US$ 5 mil (pouco menos de R$ 10 mil).

A partir daí, eles teriam a opção de iniciar um processo que poderia durar muitos anos, mas que abria a possibilidade de obter a cidadania americana.

Candidatos ao visto seriam avaliados por um sistema de pontos, dos quais metade dependeria da avaliação dos seus empregadores. A outra metade estaria relacionada a habilidades, como o domínio da língua inglesa.

Estima-se que cerca de 12 milhões de imigrantes vivem ilegalmente nos Estados Unidos.

Debates

A questão da imigração ilegal deve ser um dos principais assuntos durante a campanha presidencial de 2008.

O presidente Bush, que está na Alemanha para a reunião do G8, tem dito que gostaria de ver a nova legislação em vigor até o fim do ano. O plano que ficou parado no Senado tem o apoio presidencial.

Mas os senadores não chegaram a um acordo em relação às mudanças que seriam necessárias para aprovar a lei.

Ao fim de duas semanas de debates, apenas 45 senadores se mostraram a favor de levar a proposta à votação final –15 a menos que o necessário– e o projeto foi tirado da pauta.

Entretanto, os líderes dos partidos prometeram trabalhar para trazer o tema de volta ao plenário.

“Fizemos um acordo com meus colegas para aprovar esta lei. Não sei quando será isto, mas estamos comprometidos a dar a muitas pessoas um caminho para a legalização”, disse o líder da maioria, o democrata de Nevada Harry Reid.

Já o líder dos republicanos, Mitchel McConnell, afirmou: “Estamos desistindo muito rápido. Recomendo ao líder da maioria que retome este tema o mais rápido possível. Quanto mais tempo passar, mais as coisas ficarão difíceis”.