Senado aprova plano da dívida

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Depois de aprovado nas duas Casas legislativas, o projeto de lei seguiu para sanção presidencial

Na tarde do próprio dia fatídico – 2 de agosto de 2011 -, os senadores aprovaram o plano para elevar o limite da dívida da nação de US$14.3 trilhões e enviaram o projeto de lei para o presidente Barack Obama sancioná-lo em lei poucas horas antes de vencer o prazo para que o país fosse declarado caloteiro.

O projeto de lei, que impõe severos cortes orçamentários durante esta década, foi aprovado por 74 votos a favor e 26 contra. Bastavam 60 votos para que a medida fosse aprovada.

A medida havia sido aprovada na Câmara dos Deputados na segunda-feira por 269 a 161 votos, superando a oposição dos extremistas democratas, com visões mais socialistas, e dos extremistas republicanos, abrigados no Tea Party.

Obama saudou o acordo feito no Senado, chamando a medida de “um importante primeiro passo para assegurar que uma nação não pode viver além de suas posses.”

Mas a economia americana “não precisava de uma crise fabricada ” sobre o limite do teto da dívida, protestou o presidente. Estas escaramuças legislativas das últimas semanas eram “algo que poderia ter sido evitado completamente”.

Se o acordo não tivesse sido feito antes do final desta terça-feira, os americanos poderiam enfrentar rapidamente elevação das taxas de juros, queda do dólar e mercados financeiros instáveis, entre outros problemas.

O primeiro estágio inclui US$917 bilhões em economia, incluindo uma redução de US$420 billhões no orçamento da segurança nacional. Os cortes serão acompanhados por um aumento de US$900 bilhões no limite da dívida.

No segundo estágio, um comitê conjunto especial do Congresso recomendará passos futuros para redução do déficit totalizando US$1.5 trilhão ou mais, com o Congresso obrigado a votar nas propostas do painel até o fim do ano.

O comitê será composto por 12 membros: seis de cada Casa, divididos igualmente entre democratas e republicanos. As recomendações desta comissão deve estar prontas em 23 de novembro e garantir um voto a favor ou contrário sem emendas até 23 de dezembro.

O líder da maioria no Senado, Harry Reid, democrata de Nevada, enfatizou que “ninguém teve o que queria e todos tiveram de ceder em algo”. Mas este é um passo à frente que mostra “que podemos completar uma tarefa a despeito das divergências ideológicas”.

Um pesquisa realizada pel CNN/ORC International Poll revelou que apenas 44% dos americanos aprovam o acordo sobre o limite da dívida, enquanto 52% desaprovam. Os republicanos não gostaram do fato de que o acordo eleva o limite da dívida até 2013, enquanto os democratas reprovaram a ausência de aumento de impostos sobre as empresas e cidadãos mais ricos.