Senado gastou $ 6 milhões com horas extras em janeiro

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Sarney, presidente da casa, critica mas não suspende pagamento

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB), disse que considera um “absurdo” o pagamento de seis milhões de reais a 3.800 funcionários da Casa, a título de horas extras. O pagamento é referente ao mês de janeiro, período de recesso parlamentar, quando não acontecem sessões, reuniões ou votações de matérias.

“Não acho correto e é preciso verificar o que aconteceu. O caminho normal seria a suspensão do pagamento, mas não vou entrar numa atribuição que é do primeiro-secretário”, disse Sarney, transferindo a responsabilidade para o 1º secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM). O pagamento foi autorizado pelo ex- 1º secretário senador Efraim Morais (DEM-PB), três dias antes de ele deixar o cargo e às vésperas de Sarney determinar estudos para cortar gastos na Casa. “Os cortes continuam sendo feitos e o balanço mensal vai mostrar que eles têm sido significativos, mas não temos autoridade sobre cortes na parte de pessoal, porque são gastos fixos”, explicou Sarney.

Heráclito pediu que a advocacia-geral da Casa elabore um parecer sobre o pagamento das horas extras, mas ressaltou que trata-se de expediente legal. “O que precisamos apurar é se usaram demasiadamente as horas extras, como esses pagamentos foram feitos e se os que receberam efetivamente trabalharam”, explicou.