Senado ressuscita o Dream Act

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Lei permitiria aos jovens, criados nos EUA, ingressar na universidade

Da redação
Se os imigrantes ainda não conseguem divisar o dia da sua redenção nos EUA, após mais um fracasso acerca da reforma imigratória, pelo menos para os seus filhos uma luz se mostra no fim do túnel. Trata-se do Dream Act, projeto que permitiria a filhos de ilegais o direito de cursar a universidade.
O ‘ato dos sonhos’ está sendo reavivado no Senado, através dos esforços de um grupo bipartidário. Pelo menos 65 mil jovens, ilegais, podem ser beneficiado se a medida for aprovada. A lei deve voltar ao plenário do Senado nesta semana.
O Dream Act (Development, Relief and Education for Alien Minors Act -Dream Act) foi proposto pela primeira vez em 2003, sob autoria dos senadores Orrin Hatch (R- Utah) e Richard Durbin (D- Illinois). Voltou a ser debatido pelos deputados norte-americanos este ano. A mesma lei foi reavivada no Senado juntamente com a reforma, no primeiro semestre deste ano, mas os debates não evoluíram. Como se trata de um projeto independente da reforma, o Dream Act pode ser rediscutido na Casa. Para tal, os lideres de grupos imigrantes estão pedindo a todos que se mobilizem para pressionar o Senado a, pelo menos, voltar a debater a lei. O ato já está na casa, como emenda a um projeto de arrecadação de fundos para o sistema de defesa norte-americano.
O Dream Act permitirá que estudantes imigrantes que cresceram nos Estados Unidos e freqüentaram escolas secundárias no país tenham a oportunidade de ingressar na universidade. Se aprovado, eles terão direito à residência temporária durante os estudos, e green card após a gradução. Para ser aprovada a lei precisa de 60 votos dentre os 100 senadores que compõem a Casa legisladora.