Senado se divide e não aprova a reforma imigratória

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Apesar dos debates positivos a proposta estancou devido à pendência de 396 emendas, que ainda não haviam sido discutidas. Projeto deve voltar a ser discutido depois do recesso

Apesar do otimismo dos senadores republicanos Mel Martinez (Flórida) e Check Hagel (Nebraska), foi rejeitado por 60 votos contra 38 a reforma imigratória que tramita no senado. Ainda não é o fim da esperança para imigrantes já que o projeto pode voltar à pauta depois do recesso, dia 17 de abril. Segundo fontes do Congresso o acordo bipartidário vai acontecer, e deve ser aprovada a reforma mas com um teor bem abaixo da expectativa dos imigrantes e dos legisladores Martinez e Hagel, que propuseram uma anistia para quem está no país há mais de cinco anos, o que englobaria 7,8 milhões de imigrantes. Outros 3,4 milhões teriam permissão de trabalho para cinco anos.

O acordo estava bem próximo na quinta-feira, mas devido ao excesso de emendas ao projeto, o lider republicano no Senado, Bill Frist, que é contra a reforma, pressionou sua bancada para derrubar o projeto. “A maioria não quer considerar as emendas para esse projeto tão importante”, acusava, na quinta-feira, Frist. E com esse discurso conseguiu empacar a reforma. Há a expectativa de que o debate volte à tona depois do dia 17. Tanto democratas como republicanos afirmam que a luta ainda não acabou.

De acordo com o plano de Martinez e Hagel os indocumentados seriam divididos em três grupos:
Grupo 1 – Indocumentados com mais de cinco anos de estadia no país, que poderiam se legalizar.
Grupo 2 – Indocumentados com no mínimo dois e no máximo cinco anos de estadia no país, poderiam sair em algum ponto da fronteira e se registrar. Esse grupo receberia permissão de estadia nos EUA, com duração de 5 anos.
Grupo 3 – Indocumentados com menos de dois anos de estadia teriam que deixar o país.