Senadores do ‘Grupo dos Oito’ visitam a fronteira com o México

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Depois de percorrer a fronteira, John McCain e Chuck Schurmer admitem que ainda há alguns pontos divergentes dentro da comissão

Membros do chamado ““Grupo dos Oito” que negociam uma reforma imigratória no Senado visitaram a fronteira entre Estados Unidos e México no Arizona como parte de seus esforços para obter um acordo.

Após o percurso, os parlamentares anunciaram que esperam tornar público seu projeto de lei até o dia 8 de abril, em meio às novas negociações entre os trabalhadores sindicalizados e os grupos empresariais sobre os vistos para trabalhadores pouco qualificados.

Os senadores republicanos John McCain e Jeff Flake, do Arizona, também percorreram a fronteira entre Estados Unidos e México juntamente com os senadores democratas Chuck Schurmer, de New York, e Michael Bennet, de Colorado.

Todos eles integram o chamado “Grupo dos Oito” que discute um plano reformista para o reforço da segurança da fronteira e a legalização da população indocumentada.

Schurmer disse que sua primeira visita ao longo da fronteira confirmou que é preciso dispor de mais tecnologia para manter afastados os traficantes de drogas e imigrantes sem autorização legal.

Em um comunicado, John McCain disse que o grupo vai a Nogales para falar sobre as negociações em curso para formatar um plano que permita a legalização dos 11 milhões de imigrantes indocumentados nos Estados Unidos.

A viagem ocorre enquanto o Congresso está de férias, e os legisladores concluem um projeto de lei para defender a fronteira.

O presidente Barack Obama pediu ao Congresso que aprove este ano uma reforma de imigração, e a segurança da fronteira tem uma importância crítica para McCain e outros republicanos segundo os quais algumas zonas da fronteira são muito porosas.

“Gostaria que todos os membros do Senado e o Congresso dos Estados Unidos pudessem ver a fronteira”, disse McCain aos jornalistas em Phoenix. “Somente então poderia ser avaliada a extensão, as dificuldades e os desafios da fronteira, e se poderia apreciar realmente a necessidade de defender a segurança fronteiriça”.

Reforma pode frustrar ativistas, adverte McCain

A legislação proposta seguramente deixará os imigrantes ilegais em um período de 13 anos para obter a cidadania e estabelecerá novos critérios para a segurança da fronteira, permitirá a entrada de mais trabalhadores braçais e os de alta qualificação e obrigará as empresas a aumentar as normas de verificação de seus empregados que vivem legalmente no país.

McCain disse em Phoenix a um grupo de ativistas de imigração que não ficarão completamente satisfeitos com a reforma e advertiu que o grupo deve superar seus profundos desacordos. “Avançamos em várias áreas e estou confiante, embora continue havendo outras em que não concordamos”, afirmou.

O senador por Arizona revelou ainda que os legisladores chegaram a um acordo para proteger os imigrantes jovens que foram levados para o país irregularmente quando eram crianças e com vistos de trabalho, mas não deu mais detalhes.

Segundo relatórios de imprensa, a Câmara de Comércio e a central sindical AFL-CIO chegaram a um acordo na semana passada para trazer até 200 mil trabalhadores braçais por ano. Entretanto, discordaram em relação aos salários pagos.

Apesar da intenção do “Grupo dos Oito”, as negociações emperraram em assuntos como controle de futuros fluxos imigratórios, limites aos vistos nas categorias familiares ou um plano de “trabalhadores hóspedes”.

As duas câmaras do Congresso retomarão suas sessões na segunda semana de abril, e por ora nenhuma apresentou um projeto de lei com elementos concretos.