Serial killer detido no Rio assassinou 43 pessoas e diz que continuará a matar

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Um homem preso na noite de terça-feira (10) em Nova Iguaçu (RJ) sob suspeita de assassinato acabou confessando em depoimento à Polícia Civil do Rio ter matado 43 pessoas ao longo de nove anos, dos quais 39 mulheres. Sailsson José das Graças afirmou, segundo a polícia, ser “matador profissional”. Agentes da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense também prenderam outras duas pessas. Foram detidos Cleusa Balbina e José Messias, sob suspeita de serem os contratantes do homicídio que levantou as suspeitas sobre Graças.

Em entrevista à TV Globo na quinta-feira, Sailsson afirmou que o casal pagava suas despesas e lhe fornecia casa e comida, enquanto ele cometia assassinatos sob encomenda. “Eles me bancavam. Era água, comida, teto, roupa nova, dinheiro. Em troca disso, a alma dos caras”, disse. O suspeito afirmou na entrevista que “matava por prazer” desde os 17 anos.

De acordo com a polícia, ele matava apenas mulheres brancas a facadas ou esganadura. Ele afirmou que, ao matar uma das mulheres, assassinou também uma criança, filha da vítima, para evitar que o choro despertasse a atenção de vizinhos. Ele também matou três homens sob encomenda.

‘Vou voltar a fazer’
Sailsson disse que tomava precauções antes de cometer os assassinatos, como usar luvas, verificar a presença de câmeras no local do homicídio e não portar documentos. Ele declarou não se arrepender dos assassinatos e afirmou que pretende cometer novos crimes quando sair da prisão.

“Não me arrependo não. Para mim, o que tá feito, tá feito. Nada volta atras. Vou passar aqui uns dez anos, 15 anos… Depois vou voltar a fazer a mesma coisa.” O suspeito afirmou que começou a cometer crimes, como roubos, quando ainda criança, aos 14 anos. Cometeu o primeiro homicídio, segundo o relato, aos 17.

A Divisão de Homicídios afirma ter localizado quatro inquéritos relativos a crimes cometidos por Sailsson. Policiais tentam identificar as demais vítimas.