Solidariedade brasileira é, novamente, colocada à prova

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Família de menino com paralisia cerebral precisa de ajuda para pagar terapia intensiva

A comunidade brasileira tem mais uma oportunidade de demonstrar o espírito de solidariedade que sempre caracterizou o nosso povo. A família de Nicholas, de quatro anos de idade e que teve lesões no cérebro por complicações durante o parto, está precisando de ajuda para dar prosseguimento ao tratamento do menino. “Não gosto de pedir auxílio a outras pessoas, porque o Nicholas é responsabilidade nossa. Mas me dói ver as crianças da idade dele, todas independentes, e o nosso filho impossibilitado de fazer muitas coisas que ele pede”, lamenta a mãe, a carioca Ana Hildebrandt.

Nicholas nasceu no dia 1º de janeiro de 2003. Ana lembra que, ao chegar à maternidade (Northwest Medical Center, em Pompano Beach), não encontrou sequer um médico ou anestesia de plantão no primeiro dia do ano. E esta demora para a realização da cesariana com a mãe já em trabalho de parto acabou sendo prejudicial ao filho, que foi asfixiado pelo cordão umbilical e ficou algum tempo sem oxigenação no cérebro. A família tentou recorrer à Justiça para conseguir indenização pelo erro médico e descaso da equipe, mas o caso acabou sendo arquivado porque os relatórios do hospital alteraram o que realmente aconteceu naquele dia.

Como ainda era um recém-nascido, Nicholas não dava sinais do problema e somente aos sete meses de vida começou a apresentar algumas limitações e a falta de desenvolvimento, naturais neste tipo de lesão cerebral. “Ele era menino de quase um ano, mas parecia um bebê de um mês, pois não demonstrava qualquer reação. Além disso, tinham muitas cólicas e refluxo”, conta Ana.

Ela e o marido, Rildo, decidiram no ano passado que, depois de acompanhamento médico nos primeiros anos de vida, Nicholas precisaria passar a uma outra fase de tratamento. O casal, que já tinha um outro filho, decidiu usar todas as economias para proporcionar uma terapia intensiva, apesar de o Medicaid (plano de saúde americano) cobrir apenas parte do necessário. “Gastamos por volta de oito mil dólares, mas metade do dinheiro veio através de doações”, disse Ana, lembrando que conseguiram arrecadar parte da quantia necessária em um almoço de adesão num restaurante brasileiro. E eles querem repetir a dose.

Isso porque Nicholas teve uma melhora incrível com o tratamento. “O salto que ele deu depois da terapia intensiva foi inacreditável. Ele, que antes não falava ou andava, agora consegue ficar sentado sozinho e anda com a ajuda do andador”, vibra a mãe. A esperança é que, com a continuação da terapia intensiva, que inclui natação, fisioterapia e fonoaudióloga, ele possa andar em pouco tempo. Os custos com o tratamento podem chegar a mil dólares por semana.

Ana e Rildo, que vivem felizes com os três filhos aqui no sul da Flórida, garantem que vão se esforçar para conseguir todo o dinheiro necessário. Mesmo assim, eles não descartam organizar bingos e eventos com a ajuda da comunidade. “Qualquer tipo de colaboração já representa muito e será uma alegria para nós”, finalizou Ana, que pode ser contactada pelo e-mail iuknik@yahoo.com.br ou pelo telefone (754) 366-4848.