Stephanie Machado

0
781

Rumo à Broadway

Carlos Wesley

Adolescente de 14 anos quer atuar em grandes musicais em New York

Stephanie Machado é mesmo especial. Enquanto as adolescentes de sua idade (14 anos) estão mais interessadas em fazer scrapbooks e acompanhar os seriados na televisão, ela já tem em mente o que quer fazer pelo resto de sua vida: atuar na Broadway. E, para tanto, vem pavimentando sua carreira desde já e não seria exagero dizer que o talento dela é proporcional ao tamanho de seu sonho. A menina canta, dança e interpreta, mas não vive obcecada com a idéia de fazer sucesso na Meca dos musicais em New York. Ao contrário, tudo está acontecendo de maneira natural, talvez pela certeza de que um dia ela chega lá.

“Desde os nove anos de idade eu sonho com a Broadway”, confessa Stephanie, que nasceu em Miami, mas é filha de brasileiros – na verdade ela chegou à Flórida na barriga da mãe, grávida, em 1992. Apesar de alfabetizada em inglês, a menina fala a nossa língua fluentemente e é dela a voz da canção-tema da Fundação Vamos Falar Português.

Trajetória

Mas a trajetória de Stephanie começou quando, numa apresentação na escola, um professor detectou, no meio da multidão de crianças, uma voz diferente. Em pouco tempo ela fazia parte do grupo Angel Voices, companhia de artes para crianças e que funciona como um celeiro das futuras estrelas. A paixão pelos musicais pode ser explicada por uma simples razão: somente no palco destas grandes produções ela pode colocar em prática todas as suas aptidões. “No palco eu me sinto viva”, resume. Curiosidade: seu musical preferido é ‘A Light in the Piazza’, que sutilmente faz uma crítica ao modo de vida americano.

Gosto pela dança

No decorrer dos anos, ela tomou gosto pela dança e pela interpretação, mas a habilidade de cantar parece que nasceu com ela. A mãe, Érica, confirma o talento precoce: “Ainda pequenininha, Stephanie não conversava, mas cantarolava as palavras”. Muito natural para quem sempre esteve muito próxima à música – o pai, Sérgio Machado, era um conhecido compositor de jingles em Santos, no litoral paulista, de onde vem a família.

Entre as montagens que ela já participou vale destacar o trabalho em uma peça sobre a Segunda Guerra Mundial, em que interpretou um judeu de 40 anos. “Meu papel era o de um homem, com quase quatro vezes a minha idade. Além de muita pesquisa, precisei engrossar a voz e colocar barba postiça”, lembra Stephanie, que já atuou em mais de sete musicais da Companhia.

Agora, se prepara para dar um importante salto na carreira e na vida: ela acaba de ser aceita na New World School of Music, concorrida escola onde poderá desenvolver ainda mais os seus talentos artísticos. “Faltam quatro anos para o College e essa nova experiência vai ser incrível”, vibra a adolescente. O futuro, porém, parece que já foi traçado… como no texto de Neil Simon, em cartaz nos palcos de New York há mais de 40 anos