Suspeita de gripe suína na Flórida

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Autoridades aguardam testes de três pacientes, um deles de Broward, para confirmar primeiros casos no estado

A julgar pela preocupação das autoridades da área de saúde, a gripe suína pode ter chegado à Flórida. Três pacientes – um deles de Broward e os outros dois das regiões de Fort Myers e Orlando – foram examinados depois de apresentarem os sintomas como febre, tosse e dor de garganta, e os médicos aguardam apenas os resultados dos testes para confirmarem, ou não, os primeiros casos da doença no estado. Em todo o estado, os médicos estão distribuindo frascos de desinfetantes com a frase ‘Protect Don’t Infect’.
A notícia vem no momento em que a Organização Mundial de Saúde decidiu elevar para cinco – numa escala que vai até seis – o nível de alerta em relação à possibilidade de uma pandemia global. A OMS também anunciou que vai se referir à doença apenas pelo nome científico, H1N1 influenza A, para não prejudicar o comércio dos rebanhos suínos. A organização já registrou 236 casos, mas considera que ainda não há razões para subir o nível de alerta para 6.
Os Estados Unidos já confirmaram 109 infectados pela gripe suína em 11 estados. A maior concentração de casos está em New York, com 50 ocorrências, seguido do Texas (26) e da Califórnia (14), entre eles um marine da base de Twentynine Palms, onde cerca de 30 militares permanecem em quarentena. Além disso, há dez infectados na Carolina do Sul, dois no Kansas e outros dois em Massachusetts. Arizona, Indiana, Michigan, Nevada e Ohio têm um caso cada. A primeira vítima fatal nos EUA foi uma criança de dois anos de origem mexicana que morreu no Texas.
Já na Europa, as autoridades pediram que a população do bloco não entre em pânico por causa do avanço da gripe suína, depois que outros dois países do bloco, Suíça e Holanda, confirmaram casos da doença. “Devemos ser vigilantes, não devemos entrar em pânico, temos que estar preparados”, disse a comissária de saúde da União Europeia, Androulla Vassiliou. Representantes daqueles países chegaram a debater a possibilidade de proibir voos vindos do México, foco da doença, mas desistiram da medida.