Talibã da Nigéria é mais uma ameaça terrorista

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Os confrontos entre forças de segurança e milicianos islâmicos na Nigéria deixaram pelo menos 200 mortos, somente na última terça-feira. Segundo a imprensa, muitos corpos foram deixados no quartel da polícia em Maiduguri, no nordeste do país, numa afronta às autoridades. A incidência cada vez maior de tiroteios fez com que mais de três mil pessoas fugissem das aldeias da região.

O terrorismo naquele país africano é comandado pelo líder islamita Ustaz Mohammed Yusuf, que arregimentou centenas de seguidores com sua excelente retórica adquirida em estudos no exterior e da linhagem rica de sua família. Através de ataques coordenados, o grupo ameaça derrubar o governo e impor a rígida lei islâmica.

O grupo surgiu em 2004 e logo foi apelidado de Talibã da Nigéria, apesar de não manter vínculos com a célula homônima do Afeganistão. Fica claro, porém, que muitas das suas ações têm como fonte de inspiração os radicais comandados por Osama Bin Laden. Além disso, o discurso também é semelhante aos dos talibãs do Oriente Médio: “A educação estilo ocidental destrói a crença em um Deus”, costuma dizer Yusuf, que segundo a lenda dirige um automóvel Mercedes-Benz último tipo, num país tomado pela pobreza.

O presidente nigeriano, Umaru Yar’Adua, por sua vez, disse que suas forças de segurança irão caçar os integrantes da seita radical islâmica. Já o secretário-geral das Nações UNidas, Ban Ki-moon, manifestou sua preocupação com os relatos de “mais uma rodada de violência sectária”.