Tempestade na Europa deixa pelo menos 41 mortos

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Temporal chega nesta sexta-feira à Rússia e perde intensidade, mas deixa rastro
de destruição em oito países; centenas de cidades ficam sem luz e transportes
O forte temporal que castigou o centro e o norte europeu na quinta-feira, chega nesta sexta-feira em território russo e perde força, mas deixa um rastro de pelo menos 41 mortos, dezenas de milhares de casas sem energia elétrica, cidades devastadas pela força do vento e atrasos nos meios de transporte locais.

Na manhã desta sexta-feira, a tempestade – batizada de “Kyrill” – estava sobre a Letônia, no leste europeu. O temporal de chuva e vento formado no oceano Atlântico nos últimos dias desaparecerá em cerca de 24 horas, segundo um porta-voz do Serviço Meteorológico de Londres, o qual informou que o ponto mais forte do temporal da quinta-feira se localizou sobre as ilhas britânicas.

No Reino Unido, onde o temporal foi registrado como o pior em 17 anos, 13 pessoas morreram graças a devastação causada pelos fortes ventos, que atingiram 120 quilômetros por hora.

Embora normalizados, os serviços de trens e ônibus do país ainda apresentam atrasos devido à queda de árvores sobre ferrovias e estradas, segundo informaram as companhias de transporte. O serviço aéreo também voltou a operar, com demora nos vôos.

Um porta-voz da empresa de trens GNER disse que haverá um serviço reduzido em alguns dos trechos entre Londres e o norte da Inglaterra. O pessoal da empresa ainda trabalha na limpeza de vias e conserta cabos elétricos danificados pelo vento.

Na França, também atingida na quinta, autoridades locais afirmam que 2 pessoas foram atingidas por destroços de casas e uma delas faleceu. Na sexta de manhã a França retomou, com muitos atrasos, a circulação dos trens Eurostar que atravessam o Canal da Mancha, e dos Thalys entre Londres, Bruxelas e Paris.

O tráfego marítimo na costa norte da Europa também foi retomado nesta sexta.

Na Alemanha, o sistema de trens foi suspenso graças à queda de energia de fornecedoras na quinta, mas já voltaram a operar. Cerca de dez pessoas morreram.

O trabalho de limpeza de estradas e vias deve durar o dia todo nas cidades alemãs, segundo anunciou um porta voz do Serviço de Tempo da Alemanha, o qual afirmou ainda que este foi a pior tempestade desde 1999. Os cidadãos foram instruídos a cancelar viagens que não são urgentes.

Leste Europeu
Na República Tcheca, onde um terço dos clientes da empresa elétrica CEZ ficaram sem energia, o temporal causou quatro mortes. Um bombeiro que ajudava nos trabalhos de salvamento e dois jovens que viajavam de carro morreram esmagados por árvores derrubadas pelo vento. A tempestade causou também um acidente de trânsito na qual uma pessoa morreu, quando seu carro saiu da pista e bateu num caminhão.

Até o fornecimento de petróleo por meio do oleoduto Druzhba, que passa pelo território bielo-russo e foi interrompido na semana passada devido a crises políticas, teve seu fornecimento interrompido graças aos fortes ventos e a falta de energia, de acordo com Pavel Vasilenko, porta-voz do Ministério de Situações de Emergência.

O oleoduto Druzhba transporta petróleo por meio do território bielo-russo com destino a Eslováquia, Hungria e República Tcheca.

Foram registradas ainda duas mortes na Bélgica, seis na Holanda, seis na Polônia, sendo que a maioria dos acidentes ocorreram com motoristas.

Mais chuva
Um porta-voz do Serviço Meteorológico de Londres afirmou que outra tempestade está se formando no Atlântico e que poderia atingir as ilhas britânicas na noite desta sexta-feira hoje, apesar de não ter a mesma intensidade da de quinta-feira.

Fontes do serviço meteorológico informaram que esperam para esta sexta-feira ventos de até 65 km/h.

A Associação de Seguradoras Britânicas (ABI, sigla em inglês) informou que ainda é impossível calcular os prejuízos, mas informou que nos últimos cinco anos as companhias pagaram de £ 450 milhões a e 1,2 bilhão (€ 670 milhões a 1,74 bilhão) por danos causados por inundações e tempestades.