Turismo médico atrai cada vez mais americanos

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Preço baixo, qualidade e encantos do Brasil reaquecem parceria cirurgia plástica & lazer. Economia chega a 50% do valor pago nos EUA

A expressão “bom, bonito e barato” cai como uma luva para um setor que volta a ganhar força, especialmente nos Estados Unidos – o ‘turismo médico’, onde pacientes buscam clínicas e profissionais em outro país por força do preço e da qualidade dos serviços e aproveitam para passear. O Brasil está na rota do chamado turismo cosmético, referente a cirurgias plásticas, amparado pela excelente momento que o país atravessa em todos os sentidos. Neste tipo de operação, a economia pode chegar a 50%, garante o cirurgião Márcio Augusto da Costa, da Lipoplast, de São José dos Campos (SP).

Ele esteve no mês passado no sul da Flórida para estabelecer uma parceria com médicos locais e prospectar clientes, já que este é um mercado em crescimento aqui na América. Em sua clínica no interior paulista, ele oferece vários tipos de cirurgia estética, desde a lipoaspiração (que é feita com uma técnica moderna, menos invasiva) até colocação de prótese mamária e plástica de abdomen. Os pacientes, ao estabelecerem um plano médico, têm à disposição todos os serviços próprios de uma viagem turística – como passagem aérea, hotelaria, transfer e programação. Tudo bem elaborado por sua equipe.

Para se ter uma ideia da importancia do setor, Miami sediou, no mês passado, a maior conferência mundial de Turismo Médico e de Saúde Global, com a presença de centenas de participantes, entre eles brasileiros do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. A expectativa é que a procura por esse serviço conjugado cresça 35% este ano. “O Brasil está liderando o mercado, graças à tecnologia de ponta, assistência e cuidados médicos de excelência e, principalmente, profissionais destacados”, destaca Paulo Cabral, do Sírio-Libanês.
Ele ressaltou que para brasileiros imigrantes viajarem para o próprio país para tratamento médico é natural, mas para americanos, por exemplo, representa uma tremenda economia, especialmente para aqueles que não têm seguro de saúde. “Além do que, temos culturas semelhantes e estamos a poucas horas de avião”, frisou Cabral.

Márcio Augusto concorda e ressalta que a excelente reputação dos médicos brasileiros – Ivo Pitanguy, o maior deles – ajudou a incrementar a indústria. “Mais do que todas os outros tipos de intervenções, a cirurgia estética foi feita para dar certo. E se há bons resultados, os pacientes são os maiores interessados em divulgar os resultados positivos. Esse boca-a-boca é o grande responsável pelo sucesso do turismo cirúrgico no Brasil”, explica o médico, que já fez mais de quatro mil cirurgias na breve carreira.

Ele adverte, porém, que há cuidados a serem tomados, em especial no caso de operações em outros países: infecções, ruptura de pontos, hematomas, embolias e problemas de cicatrização podem complicar o quadro. Por isso, ele recomenda repouso de pelo menos três dias antes e depois da intervenção, além de constante movimentação na viagem de avião.