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“Velha Varig” deve ter só 50 funcionários e um avião

“Nova Varig” pode ficar reduzida a dois mil funcionários e os custos com rescisões trabalhistas deve chegar a US$ 80 milhões

A chamada “velha Varig” — parte da empresa que herdaria as suas dívidas — deve funcionar com apenas 50 empregados e um avião. A informação foi dada pelo advogado do TGV (Trabalhadores do Grupo Varig), Otávio Neves, que participou da reunião entre credores e representantes da companhia aérea para analisar alterações no plano de recuperação judicial.

“Seria uma empresa muito pequena, que fica com o centro de treinamentos, a concessão da Nordeste, a linha São Paulo-Porto Seguro, o fretamento de aeronaves e algumas receitas da ordem de R$ 20 milhões ao ano”, afirmou.

De acordo com Neves, já a “nova” companhia ficaria com até dois mil dos dez mil funcionários atuais. O advogado disse que as verbas para rescisão dos contratos dos trabalhadores que devem ser demitidos ainda é objeto de discussão. Neves estima que os custos com as rescisões com a demissão de oito mil funcionários alcancem cerca de US$ 80 milhões. “Não está claro de onde vão sair esses recursos”, disse.

Segundo fontes ligadas à negociação, a Infraero, a BR Distribuidora e o fundo de pensão Aerus — de funcionários da Varig — estão inclinados a aceitar a proposta da VarigLog, a qual encontra resistência, entretanto, entre algumas empresas de leasing.