Viagem para o ‘American Dream’

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Acompanhe no diagrama ao lado como cada indocumentado pode chegar a cidadão americano

Pegue os impostos de renda pagos ou reserve dinheiro para pagar os atrasados. Continue a se comportar bem sem causar problemas à polícia. Evite entrar em aventuras perigosas, como casamentos fictícios ou usar documentos falsos para levar vantagem. Procure ser um bom profissional e trabalhar bastante para manter a família.

Essa bem que poderia ser a receita para que um indocumentado se torne cidadão dos Estados Unidos. Embarcar nesta viagem rumo ao “American Dream” é o que desejam cerca de 11 milhões de indocumentados que vivem atualmente nas sombras, temerosos de serem parados por um policial ou receber a batida na porta de agentes do ICE, a divisão policail do Serviço de Imigração.

Há esperança até mesmo para aqueles que foram deportados ou saíram voluntariamente dos Estados Unidos, após terem sido capturados por agentes do ICE, ou da Patrulha da Fronteira (Border Patrol) ou mesmo pela Guarda Costeira. Desde que comprovem terem se comportado bem no tempo em que viveram nos EUA e que tenham parentes morando aqui podem reivindicar o reingresso no país e encaixar-se na lei de reforma da imigração, caso seja aprovada nos moldes propostos pelos oito senadores que redigiram o projeto de lei, que já se encontra no Comitê Judiciário do Senado à espera de emendas.

Pode ser mesmo a redenção para milhões de pessoas que ainda hoje passam agruras, sofrem com a discriminação e se constituem na base da pirâmide social. Porém, é preciso que todos saibam que esses anônimos imigrantes sem papéis é que arcam com o ônus de fazer as atividades que a maioria despreza.

São os indocumentados, em sua maioria, que plantam e colhem as frutas e as verduras que abastecem os supermercados e também cuidam dos jardins que embelezam os condomínios; são as indocumentadas que limpam as casas das pessoas, deixando-as cheirosas e bem cuidadas; são elas também que tomam conta das crianças para que suas mães possam cuidar de suas carreiras profissionais. São esses homens e mulheres que trabalham duro em restaurantes, lava-rápidos, hotéis, lavanderias e outros empregos do tipo para tornar os EUA um país invejado pelos outros por sua limpeza e por sua organização.

Agora, olhando o diagrama ao lado, vê se três caminhos para se chegar à cidadania. Para o “dreamer”, jovens totalmente americanizados, o caminho é mais suave. Os trabalhadores rurais, esteios da agricultura americana, também contam com um caminho mais facilitado, desenhado pelos empresários rurais que contam com esta mão-de-obra para continuar lucrando e produzindo comida barata.

Sem dúvida, os demais é que terão um caminho mais árduo e longo. Todavia, somente o simples fato de conseguirem um documento que lhes permita trabalhar, uma carteira de motorista que sirva como identificação e a possibilidade de viajar para fora do país torna a espera bem menos angustiada.

Tudo isso, porém, ainda está somente no terreno das possibilidades porque nada ainda foi aprovado. Somente depois de o presidente Barack Obama assinar o documento, ele se transformará em lei. Antes de encaminhar qualquer documentação, porém, é preciso aguardar as orientações fornecidas pelo Serviço de Imigração (USCIS). Não faça nada e nem dê dinheiro a ninguém antes de se certificar que o projeto foi aprovado e que a pessoa está credenciada a representar você, ou seja, é de fato um advogado de imigração.

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