Zinho, técnico do Miami FC, acredita numa temporada vitoriosa, a primeira em sua nova função

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A três semanas do início da temporada 2008 da USL (United Soccer League), o Miami FC – time de futebol profissional da Flórida – está intensificando os treinamentos para fazer bonito no campeonato, depois do frustrante desempenho no ano passado. Para tanto, a equipe manteve suas principais estrelas e contratou reforços – dois deles são brasileiros, os meias Cauê e Mineiro, jovens talentos com passagens em vários clubes grandes. Mas a maior atração do Miami FC vai estar no banco de reservas: referência do time nas duas primeiras temporadas, o brasileiro Zinho assume nova função na organização e, como técnico, quer o título em 2008. “Quero começar a carreira de treinador como sempre foi a minha de jogador, ou seja, vitoriosa”, disse o tetracampeão. O desafio começa em 12 de abril. Nessa entrevista ao AcheiUSA, ele fala também das possibilidade de esquemas de jogo e sobre a vida em Miami.

Ano passado você foi um dos principais jogadores do time e, pelo estilo de vida saudável que leva, poderia atuar mais uma temporada. Por que a decisão de ser técnico?
Primeiro, por que era meu objetivo e eu tinha que tomar uma decisão sobre minha carreira. Eu sabia que não iria jogar a vida inteira. Tinha o sonho de ser um treinador de futebol e com todo o conhecimento que acumulei todos esses anos como jogador, pensei que seria uma transição natural. Aí veio o convite do Miami FC e eu aceitei.   

Como tem sido o início de trabalho? Você está satisfeito com o grupo?
O grupo ainda não está completo, mas os jogadores presentes estão respondendo muito bem nos treinamentos. Estamos ainda dando ênfase à parte física, colocando todos no mesmo nível. Estamos nos concentrando muito na parte aeróbica e muscular para os jogadores agüentarem bem a temporada toda.  

Qual será o toque do técnico Zinho no time, ou o que será diferente do ano passado?
Não quero fazer comparações com o passado do time. Isso nem seria ético de minha parte. O que vou incutir na cabeça dos jogadores é que tem de haver sempre boa movimentação de bola. O cara tem de jogar sem bola também, entende? Vou tentar um esquema tático com 4 jogadores atrás e dois volantes ou talvez 3 meias 1 atacante; ou ainda 2 meias e 2 atacantes. Tudo depende da resposta do grupo nos treinamentos. Sem a bola, todos vão ter uma função na parte defensiva. A USL é uma liga muito equilibrada e não podemos vacilar atrás.

Você já imaginou como vai lidar com aquela vontade de calçar a chuteira durante uma partida do Miami FC?
Ainda não. Sei que será difícil, principalmente se o time não estiver se desempenhando bem em alguma partida.  Aí, com certeza, vai dar aquela vontade louca de entrar em campo e jogar, mas sei que isso não vai acontecer.  

O time não conseguiu alcançar os playoffs em 2007. O que você espera da temporada desse ano?
Ganhar e ser campeão. Começar a carreira de treinador como sempre foi a minha de jogador, ou seja, vitoriosa.

E a vida na Flórida, como está? Você gosta de viver aqui ou sente muitas saudades do Brasil? O que você faz com a família nas horas de lazer?
Para mim, aqui é um Brasil melhorado. Obviamente sinto falta de minha família, como pai, irmã, mas vivo muito bem com minha mulher e filhos aqui. Sou uma pessoa muito simples. Gosto de participar da vida escolar dos meus filhos sempre que possível. Quando sobra tempo, adoro levá-los aos parques de Orlando. No verão, praia e piscina. Também gosto de assar um salmão e convidar os amigos para um churrasquinho.